domingo, 25 de outubro de 2009

A MORTE DO FUTURO

Estou voltando do trabalho. São quase 23:00 horas. Estou em Fortaleza, venho da Granja Lisboa, no Grande Bom Jardim. Saio do terminal do Siqueira e entro no ônibus que vai para a Avenida Beira-Mar. É um lugar bonito de luxo e de riqueza, mas também da pobreza, da exclusão, da prostituição. E toca o ônibus no rumo de lá. O cheiro embriagador das raparigas e os escandalos divertidos dos travestis chamam a atenção.Depois de três expedientes, estou cansado.
Mas vejo.
Vejo o descaso,
vejo a dor,
vejo a fome,
o desamor.

Ele está sujo, descalço.
Dorme.
O ônibus balança.
Sua caixa de engraxate está embaixo da cadeira.
Eu volto do trabalho.
Ele vai trabalhar.

Fico no Montese.
Vou para casa.

E ele???

Pitágoras nos alerta: - "Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos"

4 comentários:

E7 disse...

Professor vale o comentário nessa postagem.
Quantas vezes vemos cada acontecimento como retrata essa foto, e simplesmente não paramos pra pensar ou muitas vezes nem percebemos tais fatos.
Demorou um pouco para postar né?Valeu professor.
Abraço.

thalita disse...

professor depois de ler isto eu fiquei pensando um pouco na vida sabe!.....
as vezes somos muito injustos com o mundo, com o que temos, reclamamos do muito que temos, e não pensamos que aquele muito que temos era so um pouco do que muitos queriam ter.

lyca disse...

Olá Henrique,desculpe não ter respondidos seus postes com a Conferência Municipal de Cultura to super acarretada de trabalho, mas a gibiteca funciona todos os sábados, inclusive nesse sábado será falado sobre realidade virtual, aparece!

alexandre_xavier disse...

e a vida e assim niquem se conforma com oq tem mais tipo assim reclamamos de tudo mais a vida e boa para alguns mais talvez se todos fosem ricos como ficaria o mundo teria alquem que quisese servir ao outro reflita

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