sábado, 8 de agosto de 2009

ÁGUA - Parte II

Insípida, inodora, incolor
Solvente universal
Estou na terra, estou no ar, estou no mar
Regulo a temperatura,
Faço teu corpo andar,
Mantenho a tua vida
Aqui, e em todo lugar.
(Henrique Gomes)

EXERCITE A HIPÓFISE!
DE QUEM A MÚSICA?
QUE CARACTERÍSTICAS, FENÔMENOS E PROPRIEDADES ESTÃO REPRESENTADAS?

ÁGUA - Parte I


A Terra poderia ser chamado de planeta-água. As águas ocupam 71% da superfície do planeta, além do potencial hídrico subterrâneo que é 100 vezes maior que o potencial das águas superficiais. Do total da água, apenas 0,63% é água doce, e grande parte dela é imprópria para consumo. A água subterrânea é a mais pura que existe e representa uma reserva permanente.A parte de água doce do planeta que é viável para aproveitamento pelo ser humano, é de 14 mil Km3/ano. Caso se mantenha a taxa de crescimento da população mundial, em 1,6% ao ano, e o consumo per capita se mantiver, o planeta terá 50 anos garantidos e a partir daí a procura será maior que a demanda.
A água já é o bem mais valioso e, no início do século XXI, o Banco Mundial necessitará de investimentos na ordem de US$ 800 bilhões em todo o planeta para que ela não falte. A água provem de diversas origens como rios, oceanos, nascentes, córregos, poços artesianos, lagos, lagoas, etc. A origem da água, salgada ou doce, além de determinar o seu uso pelo homem, exerce influencia em sua quantidade e qualidade. Águas de riachos e rios poderão conter matéria orgânica proveniente de florestas ou residuos deixados por animais slivestres. Água mineral engarrafada só pode ser retirada de lençois profundos, para evitar as camadas contaminadas. Sabemos também que o maior poluente das águas são os agrotóxicos; a contaminação do lençol freático nas regiões de agricultura convencional intensiva é fato conhecido.
Para a produção de alimentos orgânicos, o ideal é que a água para irrigação e higienização dos produtos tenha sua origem na propriedade e seja, de preferência, proveniente de nascentes. Os peixes, patos e outros animais podem ser bons indicadores da qualidade da água. Já foram constatadas ocorrências de mortandade de peixes em lagoas contaminadas com agrotóxicos.Disponibilidade e boa qualidade da água são condições fundamentais nos sistemas agroecologicos de produção. Além dos córregos e rios , deve-se recorrer à outras fontes como poços artesianos e poços do lençol freatico. Esta disponibilidade da água pode ser o fator determinante para a viabilidade do sistema de produção. Sabe-se que a agricultura de hoje é separada em sistemas com irrigação e sistemas sem irrigação.
Considerando-se que grande parte da produção de alimentos orgânicos provem da horticultura, especial atenção deve ser dada à qualidade da água , já que muitos produtos hortigranjeiros são consumidos "in natura ". A captação, os reservatorios e o sistema de irrigação adotado serão fatores determinanates na qualidade da água que está sendo utilizada.
Algumas vezes, é necessário desenvolver sistemas de filtros por processos mecânicos com tanques de decantação e tanques de sedimentação , onde a água passa por filtros com pedras de diferentes granulometrias. Estes processos podem melhorar a qualidade da água.
Em todo o sistema agroecológico, deve-se monitorar frequentemente a qualidade da água através de exames laboratoriais, pois esta água deve estar isenta de produtos químicos ou de agentes biológicos. Esta medida é a garantia da qualidade final das verduras e dos legumes produzidos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

DESAFIO NACIONAL DE GEOGRAFIA - VAMOS PARTICIPAR!

O que é isso mesmo?
“Inspirar as pessoas a cuidar do planeta.” Esse lema tem baseado as reportagens publicadas mensalmente em cada uma das 30 edições nacionais da conceituada revista National Geographic. Dos Estados Unidos ao Japão, da Ucrânia ao Brasil, da Bulgária à Turquia, todas as edições da National espalhadas pelo mundo têm se preocupado em revelar o planeta em toda sua diversidade natural, social e cultural. Por meio de fotos da melhor qualidade, gráficos, quadros, mapas e uma edição de texto rigorosa, suas reportagens têm como objetivo mostrar aos leitores o prazer que é descobrir, explorar, desbravar, investigar e conhecer o mundo. E, com isso, despertar entre eles o desejo de valorizar e preservar essa rica diversidade que se espalha pelo planeta.
O Desafio National Geographic 2009 está justamente baseado nesse espírito. Ele representa um grande concurso nacional de geografia, cujo maior objetivo é despertar entre os estudantes do Ensino Fundamental e Ensino Médio o interesse por temas relevantes do mundo contemporâneo. O Desafio busca aferir o que os jovens aprenderam e como aplicam os conhecimentos de geografia para compreender a realidade cotidiana, em conexão com áreas e temas como história, cultura, meio ambiente, sustentabilidade, viagens e turismo.
E, é ísso moçada. Vamos participar! E porque?Por novas experiências. Novas possibilidades. Escolas de todo o país vão participar. Porque somos metidos ou audaciosos. Porque não dói!Ou por motivos muito simples: nós podemos, nós somos capazes. Para maiores informações, deixe suas dúvidas aqui mesmo.Ou ainda acessar: www.viagemdoconhecimento.com.br

domingo, 2 de agosto de 2009

FLÁVIO BRANDÃO - SAUDADES*

Sempre alegre,
Sempre audaz,
Menino- grande,
Menino- rapaz.

- Diga mestre,
Fala tio!

Sempre lembrarei!
Estou triste.
Chorei.
* Meu aluno durante 04 anos.
Morto em acidente de moto , no dia 23 de julho de 2009.
Escola Poeta Patativa do Assaré.

A BUNDA NA CADEIRA E A MENTE NO UNIVERSO: Feliz volta às aulas!
















Nossa, tudo de novo!
Acordar cedo, na melhor hora do sono.
Sair de casa meio-dia, no calor medonho.
Voltar pra casa dez horas da noite, que enfadonho.

Nossa, tudo de novo!
A escola que me acolhe,
O professor que me ouve,
Os colegas com os quais brinco,
Os amigos que amo.

Pode vir dona História,
Junto com sua irmã Geografia,
E traga suas primas; Filosofia e Sociologia.

Que saudades Matemática.
Bom te vê, Biologia,
E sem vocês, Física e Química
Menos graça, teria.

Falar, cantar, se expressar,
Ouvir, sorrir, desencantar,
Sem a Língua e sem a Arte
Eu não poderia sonhar!

* Com carinho para todos os meus alunos.
Os de ontem, os de hoje e os de sempre!!!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

ENEM 2009 - TIRE SUAS DÚVIDAS

O ENEM será aplicado nos dias 03 e 04 de outubro de 2009
Sabe tudo sobre o novo Enem?
Confira 20 perguntas e respostas sobre a prova

A proposta do MEC (Ministério da Educação) é utilizar o exame como vestibular unificado para as instituições interessadas em todo o país. A avaliação, que é realizada desde 1998, ganha peso na vida dos estudantes do ensino médio e dos concluintes que buscam vaga no ensino superior federal. Para facilitar sua vida, o UOL Educação elaborou perguntas e respostas sobre a avaliação ( E eu pesquei pra nós!). Confira.

Por que o Enem mudou?

Segundo o MEC, o vestibular seleciona os melhores estudantes e cumpre sua função. Mas com a unificação dos vestibulares pelo novo Enem, o candidato terá mais chances de ingressar em uma universidade, pois poderá se candidatar a diversas instituições simultaneamente, com diminuição de custos - como o de taxa de inscrição e de viagens para realizar os exames. Além disso, o ministério pretende dar orientações mais claras para mudanças no ensino médio, a partir do novo Enem.

Não era possível unificar os vestibulares com o Enem da forma antiga?

Segundo o MEC, o novo formato de prova tem mais capacidade de diferenciar as habilidades dos candidatos e de selecionar os ingressantes em uma faculdade. A prova tem questões com níveis de complexidade diferentes e poderá ser comparada ano a ano, já que seguirá um padrão.

O novo Enem terá quantas questões?

Serão 180 questões objetivas com cinco alternativas. Até o ano passado, eram aplicados 63 testes de múltipla escolha.

Haverá redação?

Sim. A redação está mantida no novo Enem, no mesmo modelo dissertativo - como já ocorria nas edições anteriores.

Quando será aplicado o novo Enem?

A prova está prevista para os dias 3 e 4 de outubro. A divulgação das notas nas questões de múltipla escolha ocorrerá em 4 de dezembro. O resultado final, incluindo a redação, sai no dia 8 de janeiro de 2010, diz o MEC.

O conteúdo cobrado vai mudar?

A prova continuará a avaliar habilidades e competências. O ministro Fernando Haddad já afirmou que o conteúdo cobrado deverá se aproximar um pouco do que é exigido nos vestibulares. O Enem passará, então, a exigir mais conteúdo do que nas edições anteriores.

Quais serão as matérias avaliadas?

Serão avaliadas quatro áreas do saber: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias. Cada uma das áreas deverá ter 45 testes.


Como devo me preparar para o novo Enem?

Segundo o MEC, quem está se preparando para o Enem antigo e para os vestibulares não terá problemas na resolução da nova prova.


Vai ser preciso saber fórmulas de física e química?

De acordo com o MEC, a intenção é diminuir e até mesmo acabar com a "decoreba". As questões deverão fornecer as fórmulas necessárias. Isso não significa que a pergunta vai ficar mais fácil! Será necessário ter bom conhecimento das disciplinas e saber, de verdade, utilizar as fórmulas.


Será preciso estudar datas históricas?

Pela proposta, a ideia não é cobrar conhecimento enciclopédico. Ou seja, os testes não deverão conter pegadinhas sobre anos ou dias de determinados fatos históricos. O que será cobrado do candidato é o conhecimento aprofundado da história, da relação entre os fatos e as implicações do conhecimento do passado no presente.

A prova terá atualidades?

Os vestibulares tradicionais e o próprio Enem antigo costumam cobrar atualidades de maneira contextualizada. Ou seja, as atualidades servem como "gancho" para formular um teste ou para o tema da dissertação. Sempre é bom estar informado, para ter facilidade ao elaborar relações entre conteúdos e construir argumentos em um texto.

O exame terá questões de inglês?

Em 2009, a prova não terá perguntas de língua estrangeira. Para 2010 são previstas perguntas de inglês e espanhol. O MEC ainda não definiu se o candidato poderá fazer a escolha entre um ou outro idioma.

Como as faculdades vão utilizar o novo Enem?

O MEC definiu quatro formas de utilização do novo Enem na seleção de estudantes. São elas:

1- usar o Enem como prova única para a seleção de ingresso;
2- substituir apenas a primeira fase do vestibular pelo Enem;
3- combinar a nota do Enem com a nota do vestibular tradicional. Nesta modalidade, a universidade fica livre para decidir um percentual do Enem que será utilizado na média definitiva;
4- usar o Enem como fase única apenas para as vagas ociosas da universidade.

Terei de escrever de acordo com as novas regras ortográficas?

Não. Segundo o decreto que regulamenta o acordo ortográfico, é possível escrever de acordo com a norma antiga até 2012. Os examinadores terão de aceitar as duas grafias.

Posso me candidatar a quantas faculdades com o novo Enem?

Será permitido que o vestibulando escolha até cinco opções de cursos em instituições de todo o país que aderirem à prova. É permitido escolher diferentes cursos em instituições distintas.

Universidades particulares e estaduais poderão adotar o novo Enem?

Sim. A adoção é aberta para as instituições que tiverem interesse. USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) já informaram que não vão trocar seus vestibulares pelo novo Enem de 2009.

Como será a inscrição para os vestibulares?

O MEC vai criar um sistema na internet para a realização das inscrições. Será um sistema semelhante ao que já é usado no Prouni (Programa Universidade para Todos), que concede bolsas de estudo em universidades particulares. O processo todo será realizado pela internet.

Como sei se minha nota no Enem 2009 é suficiente para conquistar uma vaga?
O MEC informa que a nota mínima para ingresso em cada curso será atualizada diariamente, em tempo real. Assim, o candidato poderá saber se tem pontos suficientes para conquistar a vaga. Se não tiver, poderá modificar sua escolha quantas vezes desejar, até que termine o prazo de opção.


Como o ensino médio muda, depois do novo Enem?

É no ensino médio que os interessados em fazer uma faculdade se preparam. Se o processo seletivo de ingresso nas universidades mudar, as escolas terão de ensinar os estudantes. Assim, por conta de uma mudança na avaliação, o MEC pretende que ocorram mudanças no sistema de ensino.

Se o Enem quer pautar o ensino médio, quem já fez colegial terá mais dificuldade para fazer a prova?

Como a prova não exigirá domínio de conteúdos de memorização, mesmo quem já se formou poderá ter um bom desempenho. Mas a avaliação vai exigir capacidade de relacionar fatos, de aplicar conhecimentos das disciplinas e habilidades de interpretação de texto, gráficos e problemas.

É isso aí queridos alunos. É importante participar. Não vai doer. Se tiverem mais alguma dúvida, deixe-a nos comentarios que terei o prazer em respondê-la.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Meus alunos

Temos que ter muito cuidado com expressões do tipo “ eles não querem nada” ou “ o problema está na família” e nós não podemos dar jeito. Quando comentários desse tipo se tornam corriqueiros em nosso trabalho, acredito que chegou a hora de mudar de profissão.

Por mais que as condições adversas nos confrontem diariamente, e insistam em minar o trabalho educativo, cabe ao educador não esquecer que pesquisar, experienciar e sonhar constituem elementos vitais para o ser prefessor/educador. Nesse contexto, criar situações didáticas para o desenvolvimento do conhecimento é a grande atribuição de todos nós educadores.

Lembro-me perfeitamente que, uma vez trabalhando numa comunidade muito pobre com estudantes de 5ª série sugeri uma brincadeira: criar estátuas usando o próprio corpo. Um grupo se transformava numa estátua que representa-se algo que admirava, gostava de fazer ou que gostaria de ser. Em seguida, o segundo grupo procurava interpretar a imagem, escrevia numa targeta e identificava a obra. Recordo com muita alegria o resultado de tal atividade. Policiais, jogadores, astronautas, médicos, cantores, eram as representações mais comuns, mas surgiram também, após o aluno-estátua se explicar emoções como tristeza, medo e sofrimento. Foi incrivel as formas criativas que esses estudantes utilizaram para representar tais situações. A roda de conversa em seguida, foi uma das partes mais interessantes, pois a expressão oral do estudante, falando com gosto comentando com riquezas de detalhes a sua representação demostrava sua capacidade argumentativa.

E quando lhes colocamos materiais para a produção de panéis ou recriar um objeto ou uma imagem de uma maneira diferente? O resultado é impressionante. Nunca me esqueço da Semana da Pátria que realizamos na Escola Rachel de Queiroz. O concurso de bandeiras foi um dos pontos altos do evento. Areia colorida, pó de madeira, grãos de arroz e feijão, bexigas, recortes de papel e outra infinidade de materias que ressignificou a relação e o conhecimento dos estudantes com relação a esse símbolo do país. E as paródias? Se reunirmos essas composições e analisarmos poderemos perceber o potencial criativo dispostos nas construções frasais. E o poder de imaginação? Comparar os fusos horários com uma grande “ôla” no mundo é realmente incrível. Ano passado, o que era apenas uma atividade corriqueira de sala de aula teve que se transformar numa pequena exposição pois as pirâmides etárias feitas com papelão, madeira, argila e arame precisavam ser vistas pelos estudantes de outras salas e outras séries.

Muitas outras vivências poderiam ser relatadas. E o que realmente quero deixar claro é o papel vital do trabalho de cada profissional da educação. Não há como um professor que não busca desenvolver sua sensibilidade querer exigir que seu aluno seja criativo. É muito fácil dizer que eles não querem nada.

Um clássico dos Trapalhões.

Lá no Cedro, todo domingo acontecia uma romaria. Ou iria-se para a churrascaria " Frango Assado, na BR 020 ou para a sede do distrito, Lagoa do Juvenal. 01 légua para assistir os trapalhões. O Programa captava o momento musical e recriava interpretações únicas. No clip abaixo tem-se Didi em uma de suas célebres paródias. Na época ser parodiado nos Trapalhões era uma grande homenagem. Artistas como Roberto Carlos, Ney Matogrosso, Maria Bethânea e Tony Tornado são alguns exemplos. Neste vídeo que data do final de década de 70 o homenageado é Sidney Magal, do qual sou grande fã.

15 anos sem mussum - Cacildis

Antônio Carlos Bernardes Gomes, ou simplesmente Mussum.
O mussum do cacildis, do forevis, da cachacis.Há 15 anos, ele se foi, não aguentou um transplante de coração.Foram quase 30 filmes com Os Trapalhões e mais de vinte anos de humor na TV brasileira.Hoje, Mussum é um ícone. Virou até Obamis!

Veja como se faz humor.
Não precisa de pornografia.
É só ter talento e simplicidade.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Enfrentando os ditadores no Brasil- Parte III

Mais um banho de Geraldo Vandré
É tão emocionante que dói.

Acompanhe a letra da canção.
Puro brilhantismo.Arueira
Composição: Geraldo Vandré

Vim de longe, vou mais longe
Quem tem fé vai me esperar
Escrevendo numa conta
Pra junto a gente cobrar
No dia que já vem vindo
Que esse mundo vai virar
Noite e dia vêm de longe
Branco e preto a trabalhar
E o dono senhor de tudo
Sentado, mandando dar.
E a gente fazendo conta
Pro dia que vai chegar
Marinheiro, marinheiro
Quero ver você no mar
Eu também sou marinheiro
Eu também sei governar.
Madeira de dar em doido
Vai descer até quebrar
É a volta do cipó de arueira
No lombo de quem mandou dar.

Enfrentando os ditadores no Brasil- Parte II

Geraldo Pedrosa de Araújo Dias é o nome verdadeiro do cantor e compositor Geraldo Vandré. Ele nasceu em João Pessoa, na Paraíba, em 12 de setembro de 1935. Desde 14 anos queria cantar.
Suas composições são marcadas com viscerais doses de emoção, choques de realidade, contestação e muita...muita poesia. Sua produção é imensa e a grande projeção nacional, foi quando apresentou a canção:"Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores", que ficou conhecida como: "Caminhando", e que foi tida como um hino revolucionário de esquerda,causando muito problema a Vandré. Virou um hino estudantil,e foi vetada pela censura ( O Brasil estava nas mãos dos sádicos, doentes e assassinos, lembra?). Geraldo Vandré foi para o exílio, no Chile, em 1968. Lá ele compôs:"Desacordonar", mas o sucesso de "Caminhando " continuava e Vandré apresentou-se clandestinamente em programas no Brasil, tendo então que fugir às pressas , para a Argélia. Foi depois para a República Federal da Alemanha, gravando programas na Baviera. Esteve na Grécia, Áustria, Bulgária e depois Itália, França.Já de volta ao Brasil, gravou "Programa Flávio Cavalcanti" e "O Fantástico". Mas suas participações foram cortadas. Depois de 14 anos de silêncio, Vandré apresentou-se na cidade de Presidente Stroessner, em um show. E em 95, apresentou-se no Memorial da América Latina, numa festa da Semana da Asa, realizada pela CONAR.
Até os dias de hoje, Geraldo Vandré vive em São Paulo, mas muitos afirmam que ele tenha enlouquecido, consequencias da tortura a que foi submetido nos anos de censura e ditadura, tendo sofrido agressões físicas e até consta que lhe extirparam os testículos. Mas nada disso é provado e o cantor e compositor nega tudo isso e diz que se afastou, pois sua imagem de Che Guevara brasileiro, abafa sua obra artística.

Suas composições e sua interpretação “esfolam” qualquer pessoa que possua um mínimo de sangue nas veias. Poucos seres e elementos merecem reverência. Geraldo Vandré é um desses seres.
Hoje, se você pode dançar o “funk das piriguetes” livremente, voltar do forró ou da swingueira quando der na telha ou ainda fazer algo um pouco mais evoluído como falar e votar...
Geraldo Vandré ajudou a conquistar esse direito.
Agradeça, cara pálida!


Geotecnologias, aulas de campo e a realidade nas escolas públicas.

*Henrique Gomes de Lima.

“Dados de unidades geográficas
são conectados entre si,
como cachos de uvas,
não separados,
como bolas em uma urna”
Stephan (1934)

“Primeira lei da geografia:
tudo se relaciona com tudo, mas coisas
próximas são mais relacionadas do que
coisas distantes”
Tobler (1970)

A análise do espaço geográfico é sem dúvida uma das maiores ferramentas para otimizar a compreensão da realidade um dado lugar. Muitas são as inferências que podem ser utilizadas para realizar tais análises. Os procedimentos vão desde análises bibliográficas em gabinete até o reconhecimento in locu do respectivo lugar.
É exatamente esse reconhecimento que requer todo um arcabouço teórico-metodológico. Seja em nível superior ou ainda na prática do ensino médio e fundamental, faz-se necessário que uma aula realizada em campo tenha passado por todo um processo de maturação. Acreditamos que essa maturação possa ser individualmente desenvolvida pelo professor ou construída coletivamente pelos participantes da ação.
Algo que obrigatoriamente não pode deixar de ser discutido e teorizado é o que diz respeito aos objetivos buscados e bem como a fundamentação metodológica que será utilizada.
Aulas de campo estão para a Geografia assim como a Matemática está para a Astronomia. Não é possível desenvolver uma análise geográfica competente sem um profundo conhecimento sensitivo dos diversos fatores que se embricam sobre uma determinada área. Uma das regras básicas para uma análise geográfica é eleger como embasamento, as categorias que serão utilizadas como referencial.
Em Geografia o Lugar, a Paisagem e o Território são premissas indissociáveis para qualquer análise. E tais categorias têm que ser exaustivamente trabalhadas para que uma vez em campo, o estudante, seja ele de qualquer nível escolar, possa coletar dados mais concisos e por sua vez saber filtrá-los no momento de dar seu parecer.
Em se tratando do estudo da paisagem é importante estar sensível às várias visões em que ela pode se apresentar. Segundo Donald W. Meinig, o olho pode observar dez visões de uma mesma cena. É por isso que ao se propor uma aula de campo para um determinado grupo de aprendizes, deve-se definir por qual olho ou olhos devemos observar. Ainda quanto a paisagem devemos estar atentos às várias impressões captadas por nossos sentidos, pois a paisagem além de vista, ela pode ser cheirada, ouvida, provada e ainda sentida. Todos esses detalhes não podem passar desapercebidos em uma aula de campo. E cabe ao professor orientar seus alunos nesses momentos.
Uma vez em campo, pode o professor de Geografia aproveitar a oportunidade para trabalhar o conceito de Território. Ao conhecer a história do lugar, ouvir depoimentos da comunidade (se for o caso), diagnosticar a paisagem modificada através do uso e da ocupação e representada pela situação sócio-econômica, é possível entender as relações de poder que se configuram no objeto real que é o território.
E como sistematizar essas informações? Acreditamos que nesse momento uma Ficha de Campo é uma ferramenta pedagógica muito importante. Chamo de ferramenta pedagógica porque no ato em que o professor a apresenta aos alunos e orienta seu preenchimento (ainda em sala) muitos conceitos, fundamentações e metodologias são entendidos. Caso o professor não queira apresentar uma ficha já elaborada, esta pode ser criada e desenvolvida pelos próprios alunos, sob a orientação do professor.
Aulas de campo é um momento privilegiado para o aluno aprender observar, experimentar e selecionar informações. Uma aula de campo ajuda o aprendente a se organizar. Um dos momentos que reflete essa organização é a escolha e seleção do material a ser levado para auxiliar na coleta de informações.
Atualmente em virtude do desenvolvimento da informática e, por conseguinte, dos meios de comunicação a coleta de dados para as análises geográficas está muito facilitada. Tradicionalmente e porque não dizer remotamente, o globo terrestre, os planisférios, mapas e cartas eram os recursos materiais mais comuns para uma primeira apreensão espacial de um lugar. Os pantógrafos, os escalímetros e até mesmo as simples réguas, também faziam parte dos recursos cartográficos e que alguns geógrafos utilizavam para produzir seus croquis. Não esqueçamos da saudosa bússula.
Hoje com a cartografia digital o Sistema de Informação Geográfica(SIG), informações colhidas em campo podem ser trabalhadas em tempo real e um esboço espacial georeferenciado pode ser produzido instantaneamente. Não se imagina mais um geógrafo, perdido no meio do mundo com uma pilha de mapas gigantescos e uma bússolazinha.
O mundo evoluiu, as técnicas cartográficas evoluíram, a Geografia evoluiu, e claro, as aulas de campo em um curso de Geografia ou mesmo no ensino fundamental também devem evoluir. Miras, teodolitos, altímetros, GPS, câmeras digitais, nootboks... são alguns dos recursos que estão aí disponívies para ajudar o geógrafo a realizar suas inferências sobre o espaço geográfico.
O Sistema de Informações Geográficas constituí-se hoje, a menina dos olhos, no trabalho do geógrafo. O termo SIG, segundo SEMEÃO (1999) denota o conjunto de conhecimentos que utiliza técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento da informação geográfica. Dentre suas características e atribuições está o ato de inserir e integrar, numa única base de dados, informações espaciais provenientes de dados cartográficos, dados censitários, cadastro urbano e rural, imagens de satélite, redes e modelos numéricos de terreno; Oferecer mecanismos para combinar as várias informações, através de algoritmos de manipulação e análise, bem como para consultar, recuperar, visualizar e plotar o conteúdo da base de dados georreferenciados.
Reconhecemos que todas essas técnicas são extremamente relevantes para a coleta de dados, mas também acreditamos que independente de ser geógrafo ou não, qualquer profissional pode aprender a manusear esses equipamentos. A diferença está na interpretação desses dados. É nesse momento que o olhar do geógrafo é indispensável.
Voltando para a nossa aula de campo, na universidade ou na escola básica, defendemos sim, o acesso e o uso coletivo desses recursos tecnológicos. Até mesmo como um atrativo a mais para as aulas de Geografia.
Mas o problema está exatamente no acesso. Nem mesmo na universidade com um curso específico para a formação de geógrafos, encontramos esses equipamentos em quantidade mínima para o uso por parte dos acadêmicos, quanto mais nas escolas públicas municipais e estaduais, onde até mesmo um simples mapa é difícil de ser encontrado.
É nesse contexto que se encontra o professor de Geografia. E diante dessa realidade ele precisa encontrar recursos para que sua aula de campo seja proveitosa e interessante, mesmo sem ter esses recursos tecnológicos a sua disposição. Um altímetro, emprestado da universidade, uma bússola e alguns mapas temáticos já dão para fazer uma festa.


* Texto apresentado na disciplina Metodologia de Aula de Campo,
por ocasião do Curso de Especialização em Ensino de Geografia (UECE).

sábado, 25 de julho de 2009

Enfrentando os Ditadores no Brasil- Parte I

Ditadura Militar no Brasil. Os sádicos, doentes e assassinos que cumpunham as forças armadas impediam com a morte, qualquer um que reclamasse de alguma coisa. Para fazer denúncia você tinha que ser no mínimo brilhante. Usar metáforas, sentidos conotativos, mensagem subliminar.
Nesta interpretação única e perfeita, da Diva Maria Bethania (com 18 anos aproximadamente), a letra denuncia o coronelismo, a fome, o abandono do nordeste e o poder dos grandes latifundiários apoioadores da Ditadura.
Acompanhe a letra e a interpretação. Se emocione.
Não se enganem, isso tudo está acontecendo hoje. Só que estamos anestesiados.



Composição: João do Vale/José Cândido

Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará

Um banho de Arte, de História, de Geografia... de Cultura .

Pode dançar o Créu em todas as velocidades possíveis; a bunda é sua e pode deixar fazer o que quizerem com ela. Mas, tome um banho depois!
Sugiro um banho de Pérola Negra.

"Ispia isso criatura"

Rei Luiz Gonzaga

Esta obra de arte é o que tem de melhor contra diarréias mentais.

Rainha Marinês

Mais uma dose contra Diarréia Mental.

Clara Nunes, eterna. I



Estamos com uma Pandemia: As diarréias mentais.Das causas, sintomas, consequencias e profilaxia tratarei depois. Por enquanto, afirmo que você pode continuar ouvindo coisas do tipo: Banda Kixinin, a inhaca do forró,e outras músicas onde todas as palavras terminam em " inho(a)" ou ainda os " batidões". Eu também ouço. Agora, se você só ouve isso, meu bem, o " pobrema" é sério. Há muitos casos confirmados de indivíduos onde os excrementos ocuparam toda a caixa craniana e começaram a sair pelos poros e principalmente pela boca. Enquanto isso não acontece com você, tome uma pequena dose de Clara Nunes.Ouça com atenção, acompanhe a letra. Não vai doer.

Composição: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou

Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador

Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor

REFLEXO




Apesar de ser ainda um bebê desmanado, já fui testemunha de muitas coisas.
Desde o tempo que ocupei a comunidade de Cedro, distrito de Lagoa do Juvenal(não digo o resto, morra de curiosidade!) até a chegada em Fortaleza, observo as atitudes de homens e mulheres com relação a educação de suas crias. É impressionante.Contarei aqui, algumas pérolas da educação doméstica. Claro que isso não acontece mais hoje em dia.
Comecemos com alguns comportamentos, que se o " pivete" não incorporar logo, ele jamais será um macho.

1. Aprender a mijar(homem não faz xixi), na rua. Parece que eu "tô" é vendo a mãe ou o pai dizendo" olha a pintinha, a tornelinha dele, como é bonitinho". Ninguém se incomoda é um menino, isso é coisa de homem, é normal. Homem mija em qualquer lugar: no poste, na árvore, na calçada, na porta da casa.
2. Modo de sentar-se à sala, na escola, no banco da praça, no trabalho. Jamais cruzar as pernas! "Nem morta santa!" Isso é coisa de mulher, de viado, baitola!.Homem macho, deve sentar todo arreganhado e, se possível, coçar os "ovos"(quero dizer os testículos!)de vez em quando.
3. Mais surpreendente ainda é a formação para o desenvolvimento e relação com a sexualidade. É um arcabouço ético e complexamente elaborado que nem Platão e Aristóteles em seus momentos mais inspirados poderiam construir.
O contexto é mais ou menos assim. Numa família onde a maioria das crias é do sexo masculino, logo cedo são incentivados a procurar mulher. Normalmente proferida pelo pai, mas, por incrível que pareça até pela mãe, a máxima é a seguinte: quem tiver suas éguas que segure pois meus cavalos estão soltos; há também variações para outras espécies como bodes,cabras,jumentos e jumentas.

Há muitas outras situações para contextualizar. Mas deixa pra depois.
Ainda bem que isso não acontece mais!!!

A MANDALA DO PROFESSOR


















Decidí ser professor aos 15 anos(parecia um sibite baleado, na verdade ainda pareço).Ser professor com as atuais condições, é uma profissão de risco; tanto para a vida como para honra. Mas se tivesse que nascer 10 vezes, em todas elas queria ser professor.
Em meu trabalho procuro vivenciar a teoria defendida por Carl Rogers, chamada de Tríada Rogeriana: Empatia, aceitação incondicional e autentitidade. (Num próximo texto explico).

Publico o texto a seguir, porque concordo e procuro praticar as idéias defendidas.


Mandala vem do sânscrito e significa circulo. Seu desenho circular direciona o olho para o seu centro. Segundo as tradições espirituais, o Universo é uma Mandala, (estrutura circular) desde as células do corpo, às estruturas subatômicas, aos olhos, o sol, a lua e as estrelas. Com esta figura, colorida, cheia de sentidos ocultos, somos levados a uma reflexão e ganhamos um direcionamento que nasce, particularizado, para cada um, segundo suas características. Que tal uma mandala para o professor?

A mandala acima foi desenvolvida a partir dos principais pontos que definem a ação do dia-a-dia do professor. O que se comenta na seqüência é o que todo professor consciente sabe. Ganha, porém, uma dimensão diferenciada quando incorporada a simbologia da mandala.

A figura idealizada gira ao redor de um centro fixo onde está o aluno, centro do objetivo escolar. O valor simbólico agregado à figura é muito mais forte do que o complemento escrito que segue. A experiência de se colocar determinado aluno no centro da mandala e girá-la, caminhando em cada etapa com o olho intuitivo que analisa – “que aluno é esse, o que eu devo oferecer a ele, em que ponto posso ter me perdido no contato com ele, em que ponto eu o encontrei de maneira mais singular?” - é incrivelmente aberta e pessoal.

Tente pensar em uma classe ou aluno específico e caminhe pela mandala, área por área.

Algumas considerações sobre as áreas da mandala

Para que o aluno tenha atitudes positivas em sala de aula é preciso que o professor o submeta a quatro grandes grupos de experiências:
Aulas Planejadas
Que possuam uma seqüência lógica com começo, meio e fim, e que tenham objetivo claros. O aluno precisa saber o porquê de aprender.
Plano de curso criterioso e que seja aplicado efetivamente - não feito somente para entregar.
Informação atualizada
Para que o professor atinja esse objetivo ele deve estar aberto para as novas aprendizagens e as múltiplas linguagens
Procurar maneiras de melhorar seu currículo profissional na busca de cursos e vivências que o torne revitalizado para o dia-a-dia. Lembrando que todos os profissionais tem dificuldades para manter-se em formação, mas a vontade e a criatividade devem ser aliados na busca do conhecimento. Formar-se não é apenas fazer cursos e sim estabelecer maneiras de aprender, inclusive de forma autodidata.
Retorno da aprendizagem
Propiciar ao aluno que entenda suas dificuldades e não seja rotulado. A avaliação formativa é imprescindível nesse sentido.
Proporcionar formas diferentes de avaliação para contemplar várias habilidades, pois cada aluno possui maneiras diferentes de aprender.
Atitudes de Respeito
Ser honesto e ter bom senso, para que o aluno entenda seus limites.
Ser tolerante e afetivo para estabelecer um vínculo de amizade com seu aluno.

Prof. Ricardo de Souza é Bacharel em Tecnologia, Licenciado em Matemática
e Pós-graduado em Educação de Portador da Deficiência da Audiocomunicação.