domingo, 15 de agosto de 2021

Poema Pedagógico*


O trajeto, o rumo, a direção dos processos educativos é constituído por diversos e diferentes caminhos. Ao fazer educação de forma planejada e consciente percebe-se que este caminho heterogêneo é também dialético; é largo em virtude das possibilidades e ao mesmo tempo estreito por causa dos problemas e dificuldades.
Tal caminho se apresenta ainda sinuoso, diverso e sempre e necessariamente coletivo. Fazer Educação e trilhar estes caminhos exige técnica, inteligência, sabedoria e sensibilidade para aceitar, acolher e cuidar. A Educação é uma necessidade humana construída com audácia, coragem e autenticidade, o que a torna, um ato político.
Para que o processo educativo aconteça de forma orgânica faz-se necessário um terreno propício, um solo fértil capaz de provocar, estimular e desenvolver as diferentes inteligências presentes nos seres humanos de todos os tempos e de todas as idades; este chão é a Escola.
Enquanto Casa de Educação a escola tem que obrigatoriamente ser uma instituição sedimentada em alguns princípios que considero basilares: o holismo, a laicidade, a diversidade, o respeito ao conhecimento científico historicamente acumulado e ao livre pensamento, desde que este não viole a dignidade humana e os fundamentos éticos da vida em sociedade.
A fala aqui ora descrita, os pensamentos ora expressados e a visão de educação ora exposta dedico às Escolas, às Casas de Educação do Mundo.
A energia deve sempre continuar fluindo e, como o tempo não para e a história precisa continuar sendo contada e escrita é interessante que os professores(a) possam sair pelo mundo para viver outras experiências em outras casas. Construir novos amizades e vínculos. Cometer novos erros, aumentar os acertos, reinventar a roda, cantar outras cantorias, não saber e ate não querer saber o que os(as) espera; simplesmente ir. A área de conforto é confortante eu sei, mas pode nos atrofiar.

A construção de uma escola pública de qualidade sempre é e sempre será o resultado do trabalho coletivo, dialógico e audacioso; e que sem uma gestão pedagógica progressista, não se firma. Tais características devem obrigatoriamente fazer parte das atitudes e dos saberes daqueles que se propõem a conduzir a gestão de qualquer Casa de educação.

Sempre sou grato do fundo da razão e da emoção e, desculpem-me por algum incomodo ou desconforto causado durante minha permanência pelas instituições de ensino que pela quais tenho passado nestes últimos 23 anos de sala de aula;mas, não retiro nada; faria de novo!

Continuarei minha Doutrinação Acadêmica por aí...Acreditando sempre que a Educação tem que Emocionar, Transformar e Revolucionar.

* Poema Pedagógico – Uma homenagem ao verdadeiro “ Poema Pedagógico”
- Obra para mim clássica, maravilhosa, linda, emocionante, revolucionária de:
Anton Semyonovich Makarenko, um professor ucraniano que viveu no século
XIX e que se especializou no trabalho com menores abandonados,
especialmente os que viviam nas ruas e estavam associados ao crime.

Por gentileza, observe seu país. Olhem o Brasil.

 E aí você olha para o nosso país. O Brasil de hoje; o Brasil atual.

O povo sem emprego e passando fome. Os sonhos e projetos murchando e se perdendo no tempo. E aí você percebe que somente a Educação...Educação Crítica e Transformadora é que mudar os rumos da Nação.
Nós não precisamos de desfiles militares e ostentação de armas.
Nós precisamos de Trabalho. Nós precisamos de ação. Nós precisamos de projetos e políticas públicas e lideranças que realmente se preocupem com a nação. Não precisamos de gritos e nem de palavrões. Precisamos de cuidados e de governantes que tenham amor no coração.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

República Federativa Brasil; Junho de 2021

O país se aproxima de 500.000 mil pessoas mortas pela Covid;

O país não tem um plano nacional para recuperação, melhora e ampliação da saúde pública;

O país não tem um plano nacional para recuperação da economia;
O país não tem um plano nacional para gerar empregos;
O país não tem um plano nacional para recuperar, melhorar e ampliar a educação pública;
O país não tem um projeto, um programa de enfrentamento a Pobreza e a Fome; e os que existem estão sendo desmontados;
O Brasil não tem um plano nacional para enfrentar e combater a Violência Contra a Mulher e Comunidades GLBT; e os projetos que existem estão sendo enfraquecidos;
O Brasil não tem planos e nem estratégias para Preservar e Conservar o Patrimônio Ambiental e seu uso com responsabilidade; a Política Ambiental Brasileira esta sendo destruída junto com a Natureza.
O Brasil atual é um país sem cuidado, sem zelo e sem respeito ao Conhecimento Científico;
O Brasil de 2021 não tem planos e nem estratégias de valorização, promoção e respeito com seu Patrimônio Imaterial, a Arte e a Cultura.
O Brasil, nosso País e nossa Pátria esta há 02 anos e 06 meses sem presidente; infelizmente.


quinta-feira, 6 de maio de 2021

COM BOLSONARO, O BRASIL TÁ LASCADO!

 

Brasil, maio de 2021 - E, a CPI da Covid só esta começando, mas já revela o que é óbvio para quem tem cérebro: O governo federal é um desastre; é um atentado à vida; vejamos:
01. O pseudopresidente quis mudar ilegalmente a bula da cloroquina para enviar guela abaixo dos brasileiros doentes;
02. O infeliz do presidente não ligou, deu às costas para as recomendações do então Ministro Luiz Henrique Mandetta;
03. A postura negacionista do pseudopresidente ajudou a aumentar o número de mortes;
04. Não houve uma campanha e nem uma comunicação nacional para orientar a população; 04. Mandetta alertou em tempo hábil que o pais poderia ter altos índice de mortes;
05. O desgoverno bolsonaro engavetou a ideia de fazer testagem em massa do povo;
06. Os filhotes pentelhos e sem noção do "presidente" predicaram as relações com a China, nossa maior parceira;
07. O ridículo do ex-ministro terraplanista das relações exteriores ernesto araújo também azedava e prejudicava relações com a China;
08. Os ex-ministros da saúde Henrique Mandetta e Nelson Teich não tiveram autonomia pata trabalhar uma vez que bolsonaro só queria pau mandados e fantoches no cargo, por isso "pediram" demissão.
COM BOLSONARO, O BRASIL TÁ LASCADO!


sexta-feira, 30 de abril de 2021

Brasil, 1º de Maio de 2021 - Dia do Trabalhador.

E, infelizmente sobre o "comando" do DESQUALIFICADO tem-se 14.400.000 MILHÕES DE BRASILEIROS DESEMPREGADOS. O Trabalho e o Trabalhador no desgoverno bolsonaro: desrespeito, descaso, massacre e destruição.

Caso você não trabalhe como um escravo por 40 ANOS ININTERRUPTO, não terá seu salário integral quando ficar velho(a). Trabalhadores assalariados morrerão pedindo esmolas.
A política do governo para as pessoas que vivem no campo contribui para aumentar desemprego, beneficiar grileiros e agronegócio e impactar toda sociedade, inclusive no preço dos alimentos que chegam às mesas.
O desgoverno de bolsonaro aprofunda o caos social no Brasil. O compromisso dos(as) liberalóides que estão neste governo incompetente deixa cada dia mais evidente o desprezo pelos trabalhadores(as) em especial pelos mais pobres. Tem-se como exemplo o caso da PEC das Domésticas que vem do desmontada na prática pela dupla bolsonaro/guedes. A ação do governo contra o trabalhador doméstico se traduz no aumento da informalidade no trabalho e redução do número de contribuintes ao INSS, o que pode deixar milhões de brasileiras e brasileiros sem nenhuma proteção social, em especial as aposentadorias e pensões.
O antiministro paulo guedes é cria do mercado financeiro constituído pelos vampiros da força de trabalho da população, onde o único objetivo é lucrar em cima de economias fragilizadas mas com potencial para serem sugadas com canudinho, o que é o caso do Brasil. Com e desculpa de atrair investimentos externos bolsonaro e sua corja do mal esta leiloando o Brasil, vendendo o país por uma mixaria. E neste caos em que se encontra o Brasil, o único setor que vem fazendo "sucesso" é o grande agronegócio que esta nas mãos de poucos e que produz muito e que lucra mais ainda; o agronegócio que emprega pouco e destrói muito: destrói as florestas, destrói os animais, destrói as nascentes de água, destrói os solos...destrói a vida.
Infelizmente neste 1º de Maio o trabalhador brasileiro não tem o que comemorar. É dia de tristeza mas, também de um dia de repúdio e de revolta contra esse grupo de entreguista e inimigos do povo.

Nós vamos vencer a Covid, mesmo que bolsonaro não queira.
Nós vamos reconstruir o Brasil, mesmo que bolsonaro não queria.
Nós vamos viver, mesmo que bolsonaro queira.
À LUTA BRASILEIROS!
Henrique Gomes de Lima - Professor.



segunda-feira, 8 de março de 2021

SEJAMOS MULHERES!

Conheci uma mulher impressionante. Foi retirante, cassaco e passou fome. Pariu 08 filhos (as); 03 se foram e ajudou a criar os que ficaram. Durante sua vida de agricultora não havia homens que conseguisse apanhar mais algodão no meio socas espinhentas da caatinga, do que ela; quebrar milho também não tinha pra ninguém. Antes da tecnologia do biodiesel existir ela já sabia extrair azeite de carrapateira (mamona) para botar na lamparina; também colhia, secava e torrava manjerioba para aumentar o pó de café e queimava folhas de catingueira para espantar as muriçocas durante a noite. Criava víveres e erguia canteiros para ajudar a dar de comida. Carregou muita lata d'água na cabeça por quilômetros para encher os potes. Muito trabalhou e tentou cuidar da família do seu jeito, do jeito que pode. E, com o todos os seres humanos também tinha seus defeitos: era alcóolatra. Autentica e dona da sua palavra; assim foi Dona Geralda, minha mãe. Impressionante nisso tudo é que seu marido enquanto vivo foi, cuidou dela, respeitou-a e nunca a agrediu; como tem que ser.

É com este breve relado que deixo aqui minha admiração e respeito para todas essas mulheres incríveis que tentam neste mundo injusto, ignorante, machista e patriarcal manterem-se altivas e ativas e donas de suas próprias vidas.
Pariu, ou tirou do lixo criou e cuidou. Muitas vezes cuida sozinha. Acerta e erra ..Mas cuida e ama...e ama. É impressionante o apego. Mais impressionante ainda é suportar dupla ou tripla jornada de trabalho. Muitas aguentam caladas e com medo as agressões de toda sorte. Eu não consigo nem imaginar o que é levar tapas, socos e pontapés. Não consigo imaginar como é ser humilhada e tratada como coisa, uma propriedade ou um objeto qualquer.
Aprendi com a Professora
Anna Karina
que um homem pode SIM, ser um apoiador e defensor da causa feminista. Tento ser.
Ei cambada de homens...Amemos as mulheres; cuidemos das mulheres, lutemos como as mulheres. Ei homens...SEJAMOS MULHERES!
Henrique Gomes de Lima.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Bolsonaro pisou no cadáver de um voluntário da vacina.

O ser imundo que ocupa temporariamente a presidência do Brasil e seus fanáticos seguidores demonstram sinais de sadismo. São repugnantes. Não basta a estupidez e a violência. Eles têm prazer no sofrimento humano. Não têm qualquer limite ético. Nem empatia, muito menos compaixão. É urgente derrotar esse projeto macabro que tomou conta do Brasil. Há um ano e 10 meses que o país infelizmente esta sem Presidente. Vergonha!

Quem defende bolsonaro ou é ingênuo(a), ou é ignorante ou é mal caráter.

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Bolsonaro pisou no cadáver de um voluntário da vacina.

“Mais um dia de um genocida; só que desta vez dentro do Palácio do Planalto e não no palco da Luciana Gimenez.” (Thiago Muniz)

Num comentário no Facebook, Jair Bolsonaro diz que "venceu", ao saber da notícia da morte de um voluntário dos testes da vacina da Covid.

O Instituto Butantan faz os testes da chamada "CoronaVac", que é a iniciativa brasileira de imunização.

Milhares de pessoas, como eu e você, se ofereceram para testar a vacina, mesmo incorrendo em risco de morte. Mas essas pessoas estão fazendo isso por você e pela sua família que continuará negando a doença.

Por isso Bolsonaro foi aplaudido ao dizer que a "vacina do Dória" não vai ser comprada, e a Anvisa por conta da morte desse voluntário, suspendeu os testes.

A Anvisa parece estar também trabalhando ideologicamente, e alinhada com Bolsonaro.

Na morte de uma pessoa, o presidente não lamentou, não ofereceu mensagens para a família. Ele celebrou a vacina ter dado errado, e disse que venceu.

Ele escreveu:

"Morte, invalidez, anomalia... esta é a vacina que o Dória quer obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha."

Mais uma que o Bolsonaro ganha.

Precisamos falar urgentemente da queda de Bolsonaro.

Por: Anderson França.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Ser um ser, de esquerda.

O conhecimento afasta a ignorância e nos faz ver para além do óbvio. Dizem por aí que política, futebol e religião são assuntos que não adiantam discutir, pois sempre terminam em briga, e ninguém chega a lugar nenhum. Com relação ao futebol e religião até podemos chegar a concordar, porém, com a relação à política, o negócio é muito diferente. Quem não se interessa por este assunto acaba sendo governado e adestrado por aqueles que se interessam.

É Aristóteles, filósofo grego, quem desenvolveu com maior profundidade e propriedade na sua época o conceito de política. Para Aristóteles a Política é a ciência mais suprema, a qual as outras ciências estão subordinadas e da qual todas as demais se servem numa cidade. A tarefa da Política é investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de garantir a felicidade coletiva. Portanto, tendo a política desta forma, ela torna-se algo vital para os grupos humanos. E, se o exercício da política for baseado em Ideologias? Isso é bom ou ruim? Os partidos políticos possuem uma ideologia? Existem partidos

Ideológicos, ou todos se “vendem” conforme as conveniências? Os partidos estão partidos, são inteiros ou é tudo uma grande patifaria?  

É sobre tal reflexão que divido co os senhores e senhoras uma reflexão sobre o que significa ser de Esquerda.

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O QUE É SER DE ESQUERDA?

"Ser de esquerda não é votar no João ou no Mário. É votar no ideal de fraternidade e solidariedade que João e Mário carregam.

A esquerda não é contra o empresário. A esquerda é contra o desrespeito aos direitos trabalhistas. No lucro irresponsável, acima das vidas.

A esquerda não é contra a família tradicional. A esquerda apenas tem a consciência de que famílias diferentes da tradicional também são famílias e merecem ter seus direitos protegidos e o nosso respeito.

A esquerda não quer que você ou seu filho sejam gays. Só quer que vocês respeitem o direito daqueles que são.

A esquerda não está a favor do aborto. E sim, de amparar a mulher na escolha de se quer ter um filho ou não.

A esquerda não está contra os ricos. Mas contra os que acham que têm mais direitos do que os pobres.

A esquerda não é contra a fartura. A esquerda é contra a fome.

A esquerda não defende bandidos. Defende direitos humanos. É contra a covardia da tortura. Se você é humano, nós defenderemos os seus também.

A esquerda não é contra você ter uma mansão.
A esquerda é contra pessoas morarem nas ruas ou em casebres. A favor de uma vida digna.

A esquerda não é contra o capitalismo. A esquerda é contra as desigualdades sociais.

A esquerda não é contra o consumismo. A esquerda é contra a destruição do meio ambiente.

A esquerda não é contra a igreja, mas sim contra os discursos de ódio. Ao uso da fé em benefício próprio.

Porque ser de esquerda é lutar por igualdade material e qualidade de vida para todos.

Lutar pelo direito das minorias.
Pelo direito dos negros. É lutar pelo direito das mulheres. É lutar pelo direito do trabalhador. É lutar pelo direito de respirar um ar puro.
São democráticos os que têm coragem de lutar pelos direitos dos outros.

Ser de esquerda não é uma opinião política. É uma FILOSOFIA DE VIDA."


Texto: Endrew Pacheco.


Eu, Henrique Gomes de Lima, SOU TODO ESQUERDA!

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Estadista - Quando o Brasil tinha Presidente.

Quando o Brasil tinha Presidente.

Luiz Inácio LULA da Silva discursa da Abertura da Assembleia Geral da ONU. E, dá uma verdadeira Aula Reflexiva e Inspiradora. Fala de Arte, com Elegância e Sensibilidade e sobre sobre guerra e paz, com Sabedoria.

Hoje, no Brasil de 2020, somos párias e motivo de piada pelo mundo afora.



quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Mensagem carinhosa para bolsonaristas!

Para o presidente putrefato do Brasil, seus/suas fanáticos(as) e acéfalos(as) seguidores(as) e demais gados; mensagens de incentivo. Não necessariamente na ordem abaixo.



terça-feira, 22 de setembro de 2020

RIDÍCULO DO ATUAL presidente DO BRASIL, e seu discurso RASO E MENTIROSO NA ABERTURA DA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU - 2020.

Se não, vejamos.

presidenteBOSTA: "Os focos criminosos são combatidos com rigor e determinação. Mantenho minha política de tolerância zero com o crime ambiental".
MENTIRA: seu desgoverno não só esta desmantelando todo a estrutura de fiscalização do IBAMA e do ICMBio, como enfraquecendo esses órgãos.

presidenteBOSTA: "Brasil é uma vítima de "campanha internacional escorada em interesses escusos"
MENTIRA - Não há qualquer evidência de ligação entre ONGs e cientistas que denunciam o desmatamento e interesses comerciais.

presidenteBOSTA: "Queimadas se dão por "acúmulo de massa orgânica e altas temperaturas".
MENTIRA - Não há queimadas naturais na Amazônia. Elas são causadas por desmatamento ou práticas agropecuárias.

presidenteBOSTA:" "Buscamos regularização fundiária contra esses crimes".
MENTIRA - Em todo o ano de 2019 o governo Bolsonaro regularizou apenas seis propriedades rurais, contra média anual de 3.190 no período 2009-2018.

presidenteBOSTA: " 27% do território para agricultura e pecuária, números que nenhum país possui".
MENTIRA - O Brasil tem 30% do território em agropecuária. O número está na média mundial.

presidenteBOSTA:"Preservando 66% da vegetação nativa"
VERDADE, MAS - Análise do Mapbiomas mostra que pelo menos 9% dessa vegetação é secundária - ou seja, são áreas que já foram desmatadas e voltaram a crescer. Não estão, portanto, protegidas nem preservadas.


segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Sobre o Dia da Árvore,

Em 21 de setembro o Brasil "comemora" o dia da árvore. A razão da data tem haver com o início da primavera no hemisfério sul. No entanto, para nós nordestinos o melhor momento é o mês de março, pois coincide com nossa quadra chuvosa. Independente do dia, o importante e necessário é que lutemos para a preservação das matas. Caso contrário, toda a vida na Terra perecerá. E, infelizmente o atual desgovernno federal do Brasil trabalha contra o que ainda resta das reservas ambientais do país.

Brasil 2020, um governo de morte e da morte.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

07 de setembro de 2020. Fala Presidente!


 

“Minhas amigas e meus amigos.

Nos últimos meses uma tristeza infinita vem apertando meu coração. O Brasil está vivendo um dos piores períodos de sua história.

Com 130 mil mortos e quatro milhões de pessoas contaminadas, estamos despencando em uma crise sanitária, social, econômica e ambiental nunca vista.

Mais de duzentos milhões de brasileiras e brasileiros acordam, todos os dias, sem saber se seus parentes, amigos ou eles próprios estarão saudáveis e vivos à noite.

A esmagadora maioria dos mortos pelo Coronavírus é de pobres, pretos, pessoas vulneráveis que o Estado abandonou.

Na maior e mais rica cidade do país, as mortes pelo Covid-19 são 60% mais altas entre pretos e pardos da periferia, segundo os dados das autoridades sanitárias.

Teria sido possível, sim, evitar tantas mortes.

Estamos entregues a um governo que não dá valor à vida e banaliza a morte. Um governo insensível, irresponsável e incompetente, que desrespeitou as normas da Organização Mundial de Saúde e converteu o Coronavírus em uma arma de destruição em massa.

Os recursos que poderiam estar sendo usados para salvar vidas foram destinados a pagar juros ao sistema financeiro.

O Conselho Monetário Nacional acaba de anunciar que vai sacar mais de 300 bilhões de reais dos lucros das reservas que nossos governos deixaram.

Seria compreensível se essa fortuna fosse destinada a socorrer o trabalhador desempregado ou a manter o auxílio emergencial de 600 reais enquanto durar a pandemia.

Mas isso não passa pela cabeça dos economistas do governo. Eles já anunciaram que esse dinheiro vai ser usado para pagar os juros da dívida pública!

Nas mãos dessa gente, a Saúde pública é maltratada em todos os seus aspectos.

A substituição da direção do Ministério da Saúde por militares sem experiência médica ou sanitária é apenas a ponta de um iceberg. Em uma escalada autoritária, o governo transferiu centenas de militares da ativa e da reserva para a administração federal, inclusive em muitos postos-chave, fazendo lembrar os tempos sombrios da ditadura.

O mais grave de tudo isso é que Bolsonaro aproveita o sofrimento coletivo para, sorrateiramente, cometer um crime de lesa-pátria.

Um crime politicamente imprescritível, o maior crime que um governante pode cometer contra seu país e seu povo: abrir mão da soberania nacional.

Não foi por acaso que escolhi para falar com vocês neste 7 de Setembro, dia da Independência do Brasil, quando celebramos o nascimento do nosso país como nação soberana.

Soberania significa independência, autonomia, liberdade. O contrário disso é dependência, servidão, submissão.

Ao longo de minha vida sempre lutei pela liberdade.

Liberdade de imprensa, liberdade de opinião, liberdade de manifestação e de organização, liberdade sindical, liberdade de iniciativa.

É importante lembrar que não haverá liberdade se o próprio país não for livre.

Renunciar à soberania é subordinar o bem-estar e a segurança do nosso povo aos interesses de outros países.

A garantia da soberania nacional não se resume à importantíssima missão de resguardar nossas fronteiras terrestres e marítimas e nosso espaço aéreo. Supõe também defender nosso povo, nossas riquezas minerais, cuidar das nossas florestas, nossos rios, nossa água.

Na Amazônia devemos estar presentes com cientistas, antropólogos e pesquisadores dedicados a estudar a fauna e a flora e a empregar esse conhecimento na farmacologia, na nutrição e em todos os campos da ciência – respeitando a cultura e a organização social dos povos indígenas.

O governo atual subordina o Brasil aos Estados Unidos de maneira humilhante, e submete nossos soldados e nossos diplomatas a situações vexatórias. E ainda ameaça envolver o país em aventuras militares contra nossos vizinhos, contrariando a própria Constituição, para atender os interesses econômicos e estratégico-militares norte-americanos.

A submissão do Brasil aos interesses militares de Washington foi escancarada pelo próprio presidente ao nomear um oficial general das Forças Armadas Brasileiras para servir no Comando Militar Sul dos Estados Unidos, sob as ordens de um oficial americano.

Em outro atentado à soberania nacional, o atual governo assinou com os Estados Unidos um acordo que coloca a Base Aeroespacial de Alcântara sob o controle de funcionários norte-americanos e que priva o Brasil de acesso à tecnologia, mesmo de terceiros países.

Quem quiser saber os verdadeiros objetivos do governo não precisa consultar manuais secretos da Abin ou do serviço de inteligência do Exército.

A resposta está todos os dias no Diário Oficial, em cada ato, em cada decisão, em cada iniciativa do presidente e de seus assessores, banqueiros e especuladores que ele chamou para dirigir nossa economia.

Instituições centenárias, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, que se confundem com a história do desenvolvimento do país, estão sendo esquartejadas e fatiadas – ou simplesmente vendidas a preço vil.

Bancos públicos não foram criados para enriquecer famílias. Eles são instrumentos do progresso. Financiam a casa do pobre, a agricultura familiar, as obras de saneamento, a infraestrutura essencial ao desenvolvimento.

Se olharmos para o setor energético, veremos uma política de terra arrasada igualmente predadora.

Depois de colocar à venda por valores ridículos as reservas do Pré-Sal, o governo desmantela a Petrobrás. Venderam a distribuidora e os gasodutos foram alienados. As refinarias estão sendo esquartejadas. Quando só restarem os cacos, chegarão as grandes multinacionais para arrematar o que tiver sobrado de uma empresa estratégica para a soberania do Brasil.

Meia dúzia de multinacionais ameaçam a renda de centenas de bilhões de reais do petróleo do Pré-Sal – recursos que constituiriam um fundo soberano para financiar uma revolução educacional e científica.

A Embraer, um dos maiores trunfos do nosso desenvolvimento tecnológico, só escapou da sanha entreguista em função das dificuldades da empresa que iria adquiri-la, a Boeing, profundamente ligada ao complexo industrial militar dos Estados Unidos.

O desmanche não termina aí.

O furor privatista do governo pretende vender, na bacia das almas, a maior empresa de geração de energia da América Latina, a Eletrobrás, uma gigante com 164 usinas – duas delas termonucleares – responsável por quase 40% da energia consumida no Brasil.

A demolição das universidades, da educação e o desmonte das instituições de apoio à ciência e à tecnologia, promovidos pelo governo, são ameaça real e concreta à nossa soberania.

Um país que não produz conhecimento, que persegue seus professores e pesquisadores, que corta bolsas de pesquisas e nega o ensino superior à maioria de sua população está condenado à pobreza e à eterna submissão.

A obsessão destrutiva desse governo deixou a cultura nacional entregue a uma sucessão de aventureiros. Artistas e intelectuais clamam pela salvação da Casa de Ruy Barbosa, da Funarte, da Ancine. A Cinemateca Brasileira, onde está depositado um século da memória do cinema nacional, corre o sério risco de ter o mesmo destino trágico do Museu Nacional

Minhas amigas e meus amigos.

No isolamento da quarentena tenho refletido muito sobre o Brasil e sobre mim mesmo, sobre meus erros e acertos e sobre o papel que ainda pode me caber na luta do nosso povo por melhores condições de vida.

Decidi me concentrar, ao lado de vocês, na reconstrução do Brasil como Nação independente, com instituições democráticas, sem privilégios oligárquicos e autoritários. Um verdadeiro Estado Democrático e de Direito, com fundamento na soberania popular. Uma Nação voltada para a igualdade e o pluralismo. Uma Nação inserida numa nova ordem internacional baseada no multilateralismo, na cooperação e na democracia, integrada na América do Sul e solidária com outras nações em desenvolvimento.

O Brasil que quero reconstruir com vocês é uma Nação comprometida com a libertação do nosso povo, dos trabalhadores e dos excluídos.

Dentro de um mês vou fazer 75 anos.

Olhando para trás, só posso agradecer a Deus, que foi muito generoso comigo. Tenho que agradecer à minha mãe, dona Lindu, por ter feito de um pau-de-arara sem diploma um trabalhador orgulhoso, que um dia viraria presidente da República. Por ter feito de mim um homem sem rancor, sem ódios.

Eu sou o menino que desmentiu a lógica, que saiu do porão social e chegou ao andar de cima sem pedir permissão a ninguém, só ao povo.

Não entrei pela porta dos fundos, entrei pela rampa principal. E isso os poderosos jamais perdoaram.

Reservaram para mim o papel de figurante, mas virei protagonista pelas mãos dos trabalhadores brasileiros.

Assumi o governo disposto a mostrar que o povo cabia, sim, no orçamento. Mais do que isso, provei que o povo é um extraordinário patrimônio, uma enorme riqueza. Com o povo o Brasil progride, se enriquece, se fortalece, se torna um país soberano e justo.

Um país em que a riqueza produzida por todos seja distribuída para todos – mas em primeiro lugar para os explorados, os oprimidos, os excluídos.

Todos os avanços que fizemos sofreram encarniçada oposição das forças conservadoras, aliadas a interesses de outras potências.

Eles nunca se conformaram em ver o Brasil como um país independente e solidário com seus vizinhos latino-americanos e caribenhos, com os países africanos, com as nações em desenvolvimento.

É aí, nessas conquistas dos trabalhadores, nesse progresso dos pobres, no fim da subserviência, é aí que está a raiz do golpe de 2016.

Aí está a raiz dos processos armados contra mim, da minha prisão ilegal e da proibição da minha candidatura em 2018. Processos que – agora todo mundo sabe – contaram com a criminosa colaboração secreta de organismos de inteligência norte-americanos.

Ao tirar 40 milhões de brasileiros da miséria, nós fizemos uma revolução neste país. Uma revolução pacífica, sem tiros nem prisões.

Ao ver que esse processo de ascensão social dos pobres iria continuar, que a afirmação de nossa soberania não iria ter volta, os que se julgam donos do Brasil, aqui dentro e lá fora, resolveram dar um basta.

Nasce aí o apoio dado pelas elites conservadoras a Bolsonaro.

Aceitaram como natural sua fuga dos debates. Derramaram rios de dinheiro na indústria das fake news. Fecharam os olhos para seu passado aterrador. Fingiram ignorar seu discurso em defesa da tortura e a apologia pública que ele fez do estupro.

As eleições de 2018 jogaram o Brasil em um pesadelo que parece não ter fim.

Com ascensão de Bolsonaro, milicianos, atravessadores de negócios e matadores de aluguel saíram das páginas policiais e apareceram nas colunas políticas.

Como nos filmes de terror, as oligarquias brasileiras pariram um monstrengo que agora não conseguem controlar, mas que continuarão a sustentar enquanto seus interesses estiverem sendo atendidos.

Um dado escandaloso ilustra essa conivência: nos quatro primeiros meses da pandemia, quarenta bilionários brasileiros aumentaram suas fortunas em 170 bilhões de reais.

Enquanto isso, a massa salarial dos empregados caiu 15% em um ano, o maior tombo já registrado pelo IBGE. Para impedir que os trabalhadores possam se defender dessa pilhagem, o governo asfixia os sindicatos, enfraquece as centrais sindicais e ameaça fechar as portas da Justiça do Trabalho. Querem quebrar a coluna vertebral do movimento sindical, o que nem a ditadura conseguiu.   

Violentaram a Constituição de 1988. Repudiaram as práticas democráticas. Implantaram um autoritarismo obscurantista, que destruiu as conquistas sociais alcançadas em décadas de lutas. Abandonaram uma política externa altiva e ativa, em favor de uma submissão vergonhosa e humilhante.

Este é o verdadeiro e ameaçador retrato do Brasil de hoje.

Tamanha calamidade terá que ser enfrentada com um novo contrato social que defenda os direitos e a renda do povo trabalhador.

Minhas queridas e meus queridos.

Minha longa vida, aí incluídos os quase dois anos que passei em uma prisão injusta e ilegal, me ensinou muito.

Mas tudo o que fui, tudo o que aprendi cabe num grão de milho se essa experiência não for colocada a serviço dos trabalhadores. 

É inaceitável que 10% da população vivam à custa da miséria de 90% do povo.

Jamais haverá crescimento e paz social em nosso país enquanto a riqueza produzida por todos for parar nas contas bancárias de meia dúzia de privilegiados.

Jamais haverá crescimento e paz social se as políticas públicas e as instituições não tratarem com equidade a todos brasileiros.

É inaceitável que os trabalhadores brasileiros  continuem sofrendo os impactos perversos da desigualdade social. Não podemos admitir que nossa juventude negra tenha suas vidas marcadas por uma  violência que beira genocídio.

Desde que vi, naquele terrível vídeo, os 8 minutos e 43 segundos de agonia de George Floyd, não paro de me perguntar: quantos George Floyd nós tivemos no Brasil? Quantos brasileiros perderam a vida por não serem brancos? Vidas negras importam, sim. Mas isso vale para o mundo, para os Estados Unidos e vale para o Brasil.

É intolerável que nações indígenas tenham suas terras invadidas e saqueadas e suas culturas destruídas. O Brasil que queremos é o do marechal Rondon e dos irmãos Villas-Boas, não o dos grileiros e dos devastadores de florestas.

Temos um governo que quer matar as mais belas virtudes do nosso povo, como a generosidade, o amor à paz e a tolerância.

O povo não quer comprar revólveres nem cartuchos de carabina. O povo quer comprar comida.

Temos que combater com firmeza a violência impune contra as mulheres. Não podemos aceitar que um ser humano seja estigmatizado por seu gênero. Repudiamos o escárnio público com os quilombolas. Condenamos o preconceito que trata como seres inferiores pobres que vivem nas periferias das grandes cidades.

Até quando conviveremos com tanta discriminação, tanta intolerância, tanto ódio?

Meus amigos e minhas amigas,

Para reconstruirmos o Brasil pós pandemia, precisamos de um novo contrato social entre todos os brasileiros.

Um contrato social que garanta a todos o direito de viver em paz e harmonia. Em que todos tenhamos as mesmas possiblidades de crescer, onde nossa economia esteja a serviço de todos e não de uma pequena minoria. E no qual sejam respeitados nossos tesouros naturais, como o Cerrado, o Pantanal, a Amazônia Azul e a Mata Atlântica.

O alicerce desse contrato social tem que ser o símbolo e a base do regime democrático: o voto. É através do exercício do voto, livre de manipulações e fake news, que devem ser formados os governos e ser feitas as grandes escolhas e as opções fundamentais da sociedade.

Através dessa reconstrução, lastreada no voto, teremos um Brasil um democrático, soberano, respeitador dos direitos humanos e das diferenças de opinião, protetor do meio ambiente e das minorias e defensor de sua própria soberania.

Um Brasil de todos e para todos.

Se estivermos unidos em torno disso poderemos superar esse momento dramático.

O essencial hoje é vencer a pandemia, defender a vida e a saúde do povo. É pôr fim a esse desgoverno e acabar com o teto de gastos que deixa o Estado brasileiro de joelhos diante do capital financeiro nacional e internacional.

Nessa empreitada árdua, mas essencial, eu me coloco à disposição do povo brasileiro, especialmente dos trabalhadores e dos excluídos.

Minhas amigas e meus amigos.

Queremos um Brasil em que haja trabalho para todos.

Estamos falando de construir um Estado de bem-estar social que promova a igualdade de direitos, em que a riqueza produzida pelo trabalho coletivo seja devolvida à população segundo as necessidades de cada um.

Um Estado justo, igualitário e independente, que dê oportunidades para os trabalhadores, os mais pobres e os excluídos.

Esse Brasil dos nossos sonhos pode estar mais próximo do que aparenta.

Até os profetas de Wall Street e da City de Londres já decretaram que o capitalismo, tal como o mundo o conhece, está com os dias contados. Levaram séculos para descobrir uma verdade inquestionável que os pobres conhecem desde que nasceram: o que sustenta o capitalismo não é o capital. Somos nós, os trabalhadores.

É nessas horas que me vem à cabeça esta frase que li num livro de Victor Hugo, escrito há um século e meio, e que todo trabalhador deveria levar no bolso, escrita em um pedacinho de papel, para jamais esquecer:

“É do inferno dos pobres que é feito o paraíso dos ricos…”

Nenhuma solução, porém, terá sentido sem o povo trabalhador como protagonista. Assim como a maioria dos brasileiros, não acredito e não aceito os chamados pactos “pelo alto”, com as elites. Quem vive do próprio trabalho não quer pagar a conta dos acertos políticos feitos no andar de cima.

Por isso quero reafirmar algumas certezas pessoais:

Não apoio, não aceito e não subscrevo qualquer solução que não tenha a participação efetiva dos trabalhadores.

Não contem comigo para qualquer acordo em que o povo seja mero coadjuvante.

Mais do que nunca, estou convencido de que a luta pela igualdade social passa, sim, por um processo que obrigue os ricos a pagar impostos proporcionais às suas rendas e suas fortunas.

E esse Brasil, minhas amigas e meus amigos, está ao alcance das nossas mãos.

Posso afirmar isso olhando nos olhos de cada um e de cada uma de vocês. Nós provamos ao mundo que o sonho de um país justo e soberano pode sim, se tornar realidade.

Eu sei – vocês sabem – que podemos, de novo, fazer do Brasil o país dos nossos sonhos.

E dizer, do fundo do meu coração: estou aqui. Vamos juntos reconstruir o Brasil.

Ainda temos um longo caminho a percorrer juntos.

Fiquem firmes, porque juntos nós somos fortes.

Viveremos e venceremos.”

Luiz Inácio Lula da Silva

terça-feira, 21 de julho de 2020

Brasil 2020. O atual governo federal, a educação e o Fundeb.

Só pessoas ingênuas, com baixa cognição ou de mau caráter podem defender o governo atual e suas políticas de destruição do Estado Brasileiro. É um governo sem planos, sem estratégias e sem nenhum compromisso com a Educação Pública do Brasil.
Exemplo cabal é o desmérito, o desdém e o deboche com o MEC e suas iniciativas historicamente construídas. Em apenas 01 ano e 07 meses de desgoverno já estamos com o 4° anti ministro da educação. E cada um pior que o outro. Simplesmente não encontramos nada, absolutamente nada de relevante ou minimamente importante que tenho sido desenvolvido em todo esse tempo. Muito pelo contrário, o que vemos são tentativas de desmontar os programas de acessibilidade e permanência na universidade, perseguição à cátedra dos professores(as), patrulhamento ideológico , castração da pesquisa, negacionismo científico e disseminação de dogmas religiosos e preconceitos.
E agora como se não bastasse, além de não ter participado dos debates em torno do Fundeb, de ter deixado pra lá; neste momento esta fazendo de tudo pra destruí-lo.
Todos(as) nós deveríamos estar acompanhando as discussões em torno do FUNDEB - Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica. É o futuro da Educação Pública Brasileira que esta em jogo.
Esse governo tenta a todo custo adiar e obstruir a votação da PEC que renova Fundeb e ainda transferir parte dos recursos federais do fundo para a criação de um " novo programa social" batizado de renda brasil. Ou seja, tirar de quem não tem para dar pra quem também não tem. A intenção é se sair de bonzinho e fazer uma pedalada fiscal "legalizada".
E ainda tem a ideia que é uma verdadeira abominação; a criação do tal do "voucher", uma seja um vale em dinheiro para que os pobres matriculem seus/suas filhos(as) em escolas privadas.
Senhoras e senhores, o atual governo federal do Brasil é nefasto; é maléfico para a população mais pobre. E perigoso para a soberania do pais e para a vida.
Deplorável realidade estamos vivendo.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

A nuvem da destruição que ameaça o Brasil

Mais uma vez divido com as senhoras e senhores uma análise sobre a atual situação política do Brasil. Análise esta feita pelo Historiador Airton de Farias, fundamenta em fatos históricos, em documentos, em pesquisas sérias e reconhecida pelos principais institutos.

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Como alguns sabem, meu foco de estudo agora é a extrema-direita que realizou atentados à bomba nos anos 70, no contexto da abertura da ditadura. 

O bolsonarismo deve ser entendido também como fruto do forte anticomunismo brasileiro, que aflora sobremaneira em época de crises políticas. Foi assim em 1935, 1961, 1964 e o é neste momento.


Para além de achar que é ignorância ou manipulação (e isso existe, claro), importa ponderar que havia pessoas que acreditavam realmente existir uma ameaça comunista no Brasil, tal qual hoje.
Inclusive, os discursos são quase os mesmos ("Nossa bandeira jamais será vermelha" já é gritado desde os anos 30).
O anticomunismo é uma forma de congregar as várias matrizes políticas de direita, de fascistas a liberais.


É emotivo, irracional, endossa o medo, serve a muitos interesses políticos e projetos pessoais. 
O bolsonarismo, igual outros movimentos de extrema-direita, a exemplo da Ação Integralista Brasileira e da Tradição, Família e Propriedade, fundamentam sua militância e endossam o anticomunismo, não por acaso.
No Brasil, a Igreja Católica, os militares e os liberais foram as três grandes matrizes de difusão do anticomunismo.
A esse trio, somo hoje setores evangélicos. 


Tão arraigada na mentalidade o anticomunismo na sociedade que ele ainda cumpre seu papel político, mesmo com a Guerra Fria e a URSS não existindo mais.
Na falta destas, o verniz anticomunista incorporou também o antipetismo e o antiesquerdismo como molas de propulsão.


Não que a história vá se repetir ou que o passado sirva de lição para alguém, mas não custa lembrar que essas ondas de anticomunismo antecederam a implantação de ditaduras (em 1937, a do Estado Novo; em 1964, a civil-militar).

Por: Airton de Farias.
Doutor em História.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

NOTA PÚBLICA. É verdade este bilhete!



Venho por meio desta e de forma peremptória pedir minhas mais humildes, singelas e sinceras desculpas aos admiradores (as) e seguidores (as) do Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, o Mestre do Universo Jair Messias Bolsonaro. 

Seguidores (as) do presidente me perdoem; jamais voltarei a dizer que os senhores e senhoras tem raciocínio curto e lento; nunca, jamais e em tempo algum voltarei a afirmar que suas ideias e opiniões são tão profundas quanto um pires. De maneira firme JAMAIS voltarei a classificar o senhor presidente do Brasil como um ser putrefato, idiota, imbecil, chulo, bosta, terrivelmente limitado e burro.

Sim eu reconheço: o presidente Bolsonaro é o maior líder mundial da contemporaneidade; na verdade não existe em toda a história da humanidade um homem que se compare a ele. Um grande Estadista, sábio e respeitado por todos os organismos internacionais.
Sim eu aceito: Bolsonaro é o nosso salvador. Não é somente um Mito; é um ser iluminado; lavado, remido e ungido pelo sangue do cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo; protegido pelo Senhor dos Exércitos do auto do seu poder.

Isso tudo merece um agradecimento: muito obrigado Edir Macedo, Silas Malafaia, R.R. Soares, Valdomiro Santiago e tantos outros homens de Deus, verdadeiros Profetas que oram dia e noite pelo nosso líder máximo, que és tu óh Bolsonaro! Somente os senhores, homem santos e idôneos, avessos ao luxo e a ostentação e do auto de vossas humildades e do desprendimento dos malditos bens materiais para guiar o nosso amado presidente e ao mesmo tempo nos livrar dos ditames maléficos dessa Ciência Comunista. JAMAIS voltarei a chamá-los de pastores do satanás.

Por gentileza, quero aqui fazer um apelo desesperado aos meus/minhas colegas geógrafos: rasguem ou queimem os livros de Milton Santos esse pseudo-pesquisador que dizem ser respeitado e estudado no mundo todo.

Sim, o presidente esta correto. Nos orientemos e nos guiemos pela produção literária, filosófica e científica do Grande Pensador o Mestre Olavo de Carvalho; esse sim tem moral acadêmica para com sua sabedoria nortear os rumos do nosso conhecimento. Abaixo a Platão, Sócrates e Aristóteles. Maquiavel e Thomas Hobbes são lixo. Issac Newton, Albert Einstein e Marie Curie e seus ridículos Prêmios Nobel que fiquem para sempre no lixo da história.

Sim, eu amo nosso presidente. E pra que estudar coisas complexas? 
Afinal de contas a Terra é plana!

Jair Messias Bolsonaro eu dou pra você!

Sinceramente: Henrique Gomes de Lima.
Fortaleza, 1º de Abril de 2020 d.C.
É VERDADE ESTE BILHETE!