Destina-se a causar orgasmos do tipo cognitivo-educativo-cibernético. Um espaço para tratar de temas sérios e também de algumas diarréias mentais.Minha intenção e coçar a ferida, arrancar a casca, meter o dedo e esfregar.Mas, a maior intenção mesmo é meter o dedo na sua hipófise. Você deixa!!!???
domingo, 15 de agosto de 2021
Poema Pedagógico*
Por gentileza, observe seu país. Olhem o Brasil.
E aí você olha para o nosso país. O Brasil de hoje; o Brasil atual.
quarta-feira, 16 de junho de 2021
República Federativa Brasil; Junho de 2021
O país se aproxima de 500.000 mil pessoas mortas pela Covid;
O país não tem um plano nacional para recuperação, melhora e ampliação da saúde pública;
quinta-feira, 6 de maio de 2021
COM BOLSONARO, O BRASIL TÁ LASCADO!
sexta-feira, 30 de abril de 2021
Brasil, 1º de Maio de 2021 - Dia do Trabalhador.
E, infelizmente sobre o "comando" do DESQUALIFICADO tem-se 14.400.000 MILHÕES DE BRASILEIROS DESEMPREGADOS. O Trabalho e o Trabalhador no desgoverno bolsonaro: desrespeito, descaso, massacre e destruição.
segunda-feira, 8 de março de 2021
SEJAMOS MULHERES!
Conheci uma mulher impressionante. Foi retirante, cassaco e passou fome. Pariu 08 filhos (as); 03 se foram e ajudou a criar os que ficaram. Durante sua vida de agricultora não havia homens que conseguisse apanhar mais algodão no meio socas espinhentas da caatinga, do que ela; quebrar milho também não tinha pra ninguém. Antes da tecnologia do biodiesel existir ela já sabia extrair azeite de carrapateira (mamona) para botar na lamparina; também colhia, secava e torrava manjerioba para aumentar o pó de café e queimava folhas de catingueira para espantar as muriçocas durante a noite. Criava víveres e erguia canteiros para ajudar a dar de comida. Carregou muita lata d'água na cabeça por quilômetros para encher os potes. Muito trabalhou e tentou cuidar da família do seu jeito, do jeito que pode. E, com o todos os seres humanos também tinha seus defeitos: era alcóolatra. Autentica e dona da sua palavra; assim foi Dona Geralda, minha mãe. Impressionante nisso tudo é que seu marido enquanto vivo foi, cuidou dela, respeitou-a e nunca a agrediu; como tem que ser.
terça-feira, 10 de novembro de 2020
Bolsonaro pisou no cadáver de um voluntário da vacina.
O ser imundo que ocupa temporariamente a presidência do Brasil e seus fanáticos seguidores demonstram sinais de sadismo. São repugnantes. Não basta a estupidez e a violência. Eles têm prazer no sofrimento humano. Não têm qualquer limite ético. Nem empatia, muito menos compaixão. É urgente derrotar esse projeto macabro que tomou conta do Brasil. Há um ano e 10 meses que o país infelizmente esta sem Presidente. Vergonha!
Quem defende bolsonaro ou é ingênuo(a), ou é ignorante ou é mal caráter.
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Bolsonaro pisou no cadáver de um voluntário da vacina.
“Mais um dia de um genocida; só que desta vez dentro do Palácio do Planalto e não no palco da Luciana Gimenez.” (Thiago Muniz)
Num comentário no Facebook, Jair Bolsonaro diz que "venceu", ao saber da notícia da morte de um voluntário dos testes da vacina da Covid.
O Instituto Butantan faz os testes da chamada "CoronaVac", que é a iniciativa brasileira de imunização.
Milhares de pessoas, como eu e você, se ofereceram para testar a vacina, mesmo incorrendo em risco de morte. Mas essas pessoas estão fazendo isso por você e pela sua família que continuará negando a doença.
Por isso Bolsonaro foi aplaudido ao dizer que a "vacina do Dória" não vai ser comprada, e a Anvisa por conta da morte desse voluntário, suspendeu os testes.
A Anvisa parece estar também trabalhando ideologicamente, e alinhada com Bolsonaro.
Na morte de uma pessoa, o presidente não lamentou, não ofereceu mensagens para a família. Ele celebrou a vacina ter dado errado, e disse que venceu.
Ele escreveu:
"Morte, invalidez, anomalia... esta é a vacina que o Dória quer obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha."
Mais uma que o Bolsonaro ganha.
Precisamos falar urgentemente da queda de Bolsonaro.
Por: Anderson França.
terça-feira, 6 de outubro de 2020
Ser um ser, de esquerda.
O conhecimento afasta a ignorância e nos faz ver para além do óbvio. Dizem por aí que política, futebol e religião são assuntos que não adiantam discutir, pois sempre terminam em briga, e ninguém chega a lugar nenhum. Com relação ao futebol e religião até podemos chegar a concordar, porém, com a relação à política, o negócio é muito diferente. Quem não se interessa por este assunto acaba sendo governado e adestrado por aqueles que se interessam.
É Aristóteles, filósofo grego, quem desenvolveu com
maior profundidade e propriedade na sua época o conceito de política. Para
Aristóteles a Política é a ciência mais suprema, a qual as outras ciências
estão subordinadas e da qual todas as demais se servem numa cidade. A tarefa da
Política é investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de
garantir a felicidade coletiva. Portanto, tendo a política desta forma, ela
torna-se algo vital para os grupos humanos. E, se o exercício da política for
baseado em Ideologias? Isso é bom ou ruim? Os partidos políticos possuem uma
ideologia? Existem partidos
Ideológicos, ou todos se “vendem” conforme as conveniências? Os partidos estão partidos, são inteiros ou é tudo uma grande patifaria?
É sobre tal reflexão que divido co os senhores e senhoras uma reflexão sobre o que significa ser de Esquerda.
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O QUE É SER DE ESQUERDA?
"Ser de esquerda não é votar no João ou no Mário. É votar no ideal de fraternidade e solidariedade que João e Mário carregam.
A esquerda não é contra o empresário. A esquerda é contra o desrespeito aos direitos trabalhistas. No lucro irresponsável, acima das vidas.
A esquerda não é contra a família tradicional. A esquerda apenas tem a consciência de que famílias diferentes da tradicional também são famílias e merecem ter seus direitos protegidos e o nosso respeito.
A esquerda não quer que você ou seu filho sejam gays. Só quer que vocês respeitem o direito daqueles que são.
A esquerda não está a favor do aborto. E sim, de amparar a mulher na escolha de se quer ter um filho ou não.
A esquerda não está contra os ricos. Mas contra os que acham que têm mais direitos do que os pobres.
A esquerda não é contra a fartura. A esquerda é contra a fome.
A esquerda não defende bandidos. Defende direitos humanos. É contra a covardia da tortura. Se você é humano, nós defenderemos os seus também.
A esquerda não é contra você ter uma mansão.
A esquerda é contra pessoas morarem nas ruas ou em casebres. A favor de uma vida digna.
A esquerda não é contra o capitalismo. A esquerda é contra as desigualdades sociais.
A esquerda não é contra o consumismo. A esquerda é contra a destruição do meio ambiente.
A esquerda não é contra a igreja, mas sim contra os discursos de ódio. Ao uso da fé em benefício próprio.
Porque ser de esquerda é lutar por igualdade material e qualidade de vida para todos.
Lutar pelo direito das minorias.
Pelo direito dos negros. É lutar pelo direito das mulheres. É lutar pelo direito do trabalhador. É lutar pelo direito de respirar um ar puro.
São democráticos os que têm coragem de lutar pelos direitos dos outros.
Ser de esquerda não é uma opinião política. É uma FILOSOFIA DE VIDA."
Texto: Endrew Pacheco.
Eu, Henrique Gomes de Lima, SOU TODO ESQUERDA!
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
Estadista - Quando o Brasil tinha Presidente.
Quando o Brasil tinha Presidente.
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
Mensagem carinhosa para bolsonaristas!
Para o presidente putrefato do Brasil, seus/suas fanáticos(as) e acéfalos(as) seguidores(as) e demais gados; mensagens de incentivo. Não necessariamente na ordem abaixo.
terça-feira, 22 de setembro de 2020
RIDÍCULO DO ATUAL presidente DO BRASIL, e seu discurso RASO E MENTIROSO NA ABERTURA DA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU - 2020.
Se não, vejamos.
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
Sobre o Dia da Árvore,
Em 21 de setembro o Brasil "comemora" o dia da árvore. A razão da data tem haver com o início da primavera no hemisfério sul. No entanto, para nós nordestinos o melhor momento é o mês de março, pois coincide com nossa quadra chuvosa. Independente do dia, o importante e necessário é que lutemos para a preservação das matas. Caso contrário, toda a vida na Terra perecerá. E, infelizmente o atual desgovernno federal do Brasil trabalha contra o que ainda resta das reservas ambientais do país.
Brasil 2020, um governo de morte e da morte.
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
07 de setembro de 2020. Fala Presidente!
“Minhas amigas e meus amigos.
Nos últimos meses uma tristeza infinita vem apertando meu coração. O Brasil está vivendo um dos piores períodos de sua história.
Com 130 mil mortos e quatro milhões de pessoas contaminadas, estamos despencando em uma crise sanitária, social, econômica e ambiental nunca vista.
Mais de duzentos milhões de brasileiras e brasileiros acordam, todos os dias, sem saber se seus parentes, amigos ou eles próprios estarão saudáveis e vivos à noite.
A esmagadora maioria dos mortos pelo Coronavírus é de pobres, pretos, pessoas vulneráveis que o Estado abandonou.
Na maior e mais rica cidade do país, as mortes pelo Covid-19 são 60% mais altas entre pretos e pardos da periferia, segundo os dados das autoridades sanitárias.
Teria sido possível, sim, evitar tantas mortes.
Estamos entregues a um governo que não dá valor à vida e banaliza a morte. Um governo insensível, irresponsável e incompetente, que desrespeitou as normas da Organização Mundial de Saúde e converteu o Coronavírus em uma arma de destruição em massa.
Os recursos que poderiam estar sendo usados para salvar vidas foram destinados a pagar juros ao sistema financeiro.
O Conselho Monetário Nacional acaba de anunciar que vai sacar mais de 300 bilhões de reais dos lucros das reservas que nossos governos deixaram.
Seria compreensível se essa fortuna fosse destinada a socorrer o trabalhador desempregado ou a manter o auxílio emergencial de 600 reais enquanto durar a pandemia.
Mas isso não passa pela cabeça dos economistas do governo. Eles já anunciaram que esse dinheiro vai ser usado para pagar os juros da dívida pública!
Nas mãos dessa gente, a Saúde pública é maltratada em todos os seus aspectos.
A substituição da direção do Ministério da Saúde por militares sem experiência médica ou sanitária é apenas a ponta de um iceberg. Em uma escalada autoritária, o governo transferiu centenas de militares da ativa e da reserva para a administração federal, inclusive em muitos postos-chave, fazendo lembrar os tempos sombrios da ditadura.
O mais grave de tudo isso é que Bolsonaro aproveita o sofrimento coletivo para, sorrateiramente, cometer um crime de lesa-pátria.
Um crime politicamente imprescritível, o maior crime que um governante pode cometer contra seu país e seu povo: abrir mão da soberania nacional.
Não foi por acaso que escolhi para falar com vocês neste 7 de Setembro, dia da Independência do Brasil, quando celebramos o nascimento do nosso país como nação soberana.
Soberania significa independência, autonomia, liberdade. O contrário disso é dependência, servidão, submissão.
Ao longo de minha vida sempre lutei pela liberdade.
Liberdade de imprensa, liberdade de opinião, liberdade de manifestação e de organização, liberdade sindical, liberdade de iniciativa.
É importante lembrar que não haverá liberdade se o próprio país não for livre.
Renunciar à soberania é subordinar o bem-estar e a segurança do nosso povo aos interesses de outros países.
A garantia da soberania nacional não se resume à importantíssima missão de resguardar nossas fronteiras terrestres e marítimas e nosso espaço aéreo. Supõe também defender nosso povo, nossas riquezas minerais, cuidar das nossas florestas, nossos rios, nossa água.
Na Amazônia devemos estar presentes com cientistas, antropólogos e pesquisadores dedicados a estudar a fauna e a flora e a empregar esse conhecimento na farmacologia, na nutrição e em todos os campos da ciência – respeitando a cultura e a organização social dos povos indígenas.
O governo atual subordina o Brasil aos Estados Unidos de maneira humilhante, e submete nossos soldados e nossos diplomatas a situações vexatórias. E ainda ameaça envolver o país em aventuras militares contra nossos vizinhos, contrariando a própria Constituição, para atender os interesses econômicos e estratégico-militares norte-americanos.
A submissão do Brasil aos interesses militares de Washington foi escancarada pelo próprio presidente ao nomear um oficial general das Forças Armadas Brasileiras para servir no Comando Militar Sul dos Estados Unidos, sob as ordens de um oficial americano.
Em outro atentado à soberania nacional, o atual governo assinou com os Estados Unidos um acordo que coloca a Base Aeroespacial de Alcântara sob o controle de funcionários norte-americanos e que priva o Brasil de acesso à tecnologia, mesmo de terceiros países.
Quem quiser saber os verdadeiros objetivos do governo não precisa consultar manuais secretos da Abin ou do serviço de inteligência do Exército.
A resposta está todos os dias no Diário Oficial, em cada ato, em cada decisão, em cada iniciativa do presidente e de seus assessores, banqueiros e especuladores que ele chamou para dirigir nossa economia.
Instituições centenárias, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, que se confundem com a história do desenvolvimento do país, estão sendo esquartejadas e fatiadas – ou simplesmente vendidas a preço vil.
Bancos públicos não foram criados para enriquecer famílias. Eles são instrumentos do progresso. Financiam a casa do pobre, a agricultura familiar, as obras de saneamento, a infraestrutura essencial ao desenvolvimento.
Se olharmos para o setor energético, veremos uma política de terra arrasada igualmente predadora.
Depois de colocar à venda por valores ridículos as reservas do Pré-Sal, o governo desmantela a Petrobrás. Venderam a distribuidora e os gasodutos foram alienados. As refinarias estão sendo esquartejadas. Quando só restarem os cacos, chegarão as grandes multinacionais para arrematar o que tiver sobrado de uma empresa estratégica para a soberania do Brasil.
Meia dúzia de multinacionais ameaçam a renda de centenas de bilhões de reais do petróleo do Pré-Sal – recursos que constituiriam um fundo soberano para financiar uma revolução educacional e científica.
A Embraer, um dos maiores trunfos do nosso desenvolvimento tecnológico, só escapou da sanha entreguista em função das dificuldades da empresa que iria adquiri-la, a Boeing, profundamente ligada ao complexo industrial militar dos Estados Unidos.
O desmanche não termina aí.
O furor privatista do governo pretende vender, na bacia das almas, a maior empresa de geração de energia da América Latina, a Eletrobrás, uma gigante com 164 usinas – duas delas termonucleares – responsável por quase 40% da energia consumida no Brasil.
A demolição das universidades, da educação e o desmonte das instituições de apoio à ciência e à tecnologia, promovidos pelo governo, são ameaça real e concreta à nossa soberania.
Um país que não produz conhecimento, que persegue seus professores e pesquisadores, que corta bolsas de pesquisas e nega o ensino superior à maioria de sua população está condenado à pobreza e à eterna submissão.
A obsessão destrutiva desse governo deixou a cultura nacional entregue a uma sucessão de aventureiros. Artistas e intelectuais clamam pela salvação da Casa de Ruy Barbosa, da Funarte, da Ancine. A Cinemateca Brasileira, onde está depositado um século da memória do cinema nacional, corre o sério risco de ter o mesmo destino trágico do Museu Nacional
Minhas amigas e meus amigos.
No isolamento da quarentena tenho refletido muito sobre o Brasil e sobre mim mesmo, sobre meus erros e acertos e sobre o papel que ainda pode me caber na luta do nosso povo por melhores condições de vida.
Decidi me concentrar, ao lado de vocês, na reconstrução do Brasil como Nação independente, com instituições democráticas, sem privilégios oligárquicos e autoritários. Um verdadeiro Estado Democrático e de Direito, com fundamento na soberania popular. Uma Nação voltada para a igualdade e o pluralismo. Uma Nação inserida numa nova ordem internacional baseada no multilateralismo, na cooperação e na democracia, integrada na América do Sul e solidária com outras nações em desenvolvimento.
O Brasil que quero reconstruir com vocês é uma Nação comprometida com a libertação do nosso povo, dos trabalhadores e dos excluídos.
Dentro de um mês vou fazer 75 anos.
Olhando para trás, só posso agradecer a Deus, que foi muito generoso comigo. Tenho que agradecer à minha mãe, dona Lindu, por ter feito de um pau-de-arara sem diploma um trabalhador orgulhoso, que um dia viraria presidente da República. Por ter feito de mim um homem sem rancor, sem ódios.
Eu sou o menino que desmentiu a lógica, que saiu do porão social e chegou ao andar de cima sem pedir permissão a ninguém, só ao povo.
Não entrei pela porta dos fundos, entrei pela rampa principal. E isso os poderosos jamais perdoaram.
Reservaram para mim o papel de figurante, mas virei protagonista pelas mãos dos trabalhadores brasileiros.
Assumi o governo disposto a mostrar que o povo cabia, sim, no orçamento. Mais do que isso, provei que o povo é um extraordinário patrimônio, uma enorme riqueza. Com o povo o Brasil progride, se enriquece, se fortalece, se torna um país soberano e justo.
Um país em que a riqueza produzida por todos seja distribuída para todos – mas em primeiro lugar para os explorados, os oprimidos, os excluídos.
Todos os avanços que fizemos sofreram encarniçada oposição das forças conservadoras, aliadas a interesses de outras potências.
Eles nunca se conformaram em ver o Brasil como um país independente e solidário com seus vizinhos latino-americanos e caribenhos, com os países africanos, com as nações em desenvolvimento.
É aí, nessas conquistas dos trabalhadores, nesse progresso dos pobres, no fim da subserviência, é aí que está a raiz do golpe de 2016.
Aí está a raiz dos processos armados contra mim, da minha prisão ilegal e da proibição da minha candidatura em 2018. Processos que – agora todo mundo sabe – contaram com a criminosa colaboração secreta de organismos de inteligência norte-americanos.
Ao tirar 40 milhões de brasileiros da miséria, nós fizemos uma revolução neste país. Uma revolução pacífica, sem tiros nem prisões.
Ao ver que esse processo de ascensão social dos pobres iria continuar, que a afirmação de nossa soberania não iria ter volta, os que se julgam donos do Brasil, aqui dentro e lá fora, resolveram dar um basta.
Nasce aí o apoio dado pelas elites conservadoras a Bolsonaro.
Aceitaram como natural sua fuga dos debates. Derramaram rios de dinheiro na indústria das fake news. Fecharam os olhos para seu passado aterrador. Fingiram ignorar seu discurso em defesa da tortura e a apologia pública que ele fez do estupro.
As eleições de 2018 jogaram o Brasil em um pesadelo que parece não ter fim.
Com ascensão de Bolsonaro, milicianos, atravessadores de negócios e matadores de aluguel saíram das páginas policiais e apareceram nas colunas políticas.
Como nos filmes de terror, as oligarquias brasileiras pariram um monstrengo que agora não conseguem controlar, mas que continuarão a sustentar enquanto seus interesses estiverem sendo atendidos.
Um dado escandaloso ilustra essa conivência: nos quatro primeiros meses da pandemia, quarenta bilionários brasileiros aumentaram suas fortunas em 170 bilhões de reais.
Enquanto isso, a massa salarial dos empregados caiu 15% em um ano, o maior tombo já registrado pelo IBGE. Para impedir que os trabalhadores possam se defender dessa pilhagem, o governo asfixia os sindicatos, enfraquece as centrais sindicais e ameaça fechar as portas da Justiça do Trabalho. Querem quebrar a coluna vertebral do movimento sindical, o que nem a ditadura conseguiu.
Violentaram a Constituição de 1988. Repudiaram as práticas democráticas. Implantaram um autoritarismo obscurantista, que destruiu as conquistas sociais alcançadas em décadas de lutas. Abandonaram uma política externa altiva e ativa, em favor de uma submissão vergonhosa e humilhante.
Este é o verdadeiro e ameaçador retrato do Brasil de hoje.
Tamanha calamidade terá que ser enfrentada com um novo contrato social que defenda os direitos e a renda do povo trabalhador.
Minhas queridas e meus queridos.
Minha longa vida, aí incluídos os quase dois anos que passei em uma prisão injusta e ilegal, me ensinou muito.
Mas tudo o que fui, tudo o que aprendi cabe num grão de milho se essa experiência não for colocada a serviço dos trabalhadores.
É inaceitável que 10% da população vivam à custa da miséria de 90% do povo.
Jamais haverá crescimento e paz social em nosso país enquanto a riqueza produzida por todos for parar nas contas bancárias de meia dúzia de privilegiados.
Jamais haverá crescimento e paz social se as políticas públicas e as instituições não tratarem com equidade a todos brasileiros.
É inaceitável que os trabalhadores brasileiros continuem sofrendo os impactos perversos da desigualdade social. Não podemos admitir que nossa juventude negra tenha suas vidas marcadas por uma violência que beira genocídio.
Desde que vi, naquele terrível vídeo, os 8 minutos e 43 segundos de agonia de George Floyd, não paro de me perguntar: quantos George Floyd nós tivemos no Brasil? Quantos brasileiros perderam a vida por não serem brancos? Vidas negras importam, sim. Mas isso vale para o mundo, para os Estados Unidos e vale para o Brasil.
É intolerável que nações indígenas tenham suas terras invadidas e saqueadas e suas culturas destruídas. O Brasil que queremos é o do marechal Rondon e dos irmãos Villas-Boas, não o dos grileiros e dos devastadores de florestas.
Temos um governo que quer matar as mais belas virtudes do nosso povo, como a generosidade, o amor à paz e a tolerância.
O povo não quer comprar revólveres nem cartuchos de carabina. O povo quer comprar comida.
Temos que combater com firmeza a violência impune contra as mulheres. Não podemos aceitar que um ser humano seja estigmatizado por seu gênero. Repudiamos o escárnio público com os quilombolas. Condenamos o preconceito que trata como seres inferiores pobres que vivem nas periferias das grandes cidades.
Até quando conviveremos com tanta discriminação, tanta intolerância, tanto ódio?
Meus amigos e minhas amigas,
Para reconstruirmos o Brasil pós pandemia, precisamos de um novo contrato social entre todos os brasileiros.
Um contrato social que garanta a todos o direito de viver em paz e harmonia. Em que todos tenhamos as mesmas possiblidades de crescer, onde nossa economia esteja a serviço de todos e não de uma pequena minoria. E no qual sejam respeitados nossos tesouros naturais, como o Cerrado, o Pantanal, a Amazônia Azul e a Mata Atlântica.
O alicerce desse contrato social tem que ser o símbolo e a base do regime democrático: o voto. É através do exercício do voto, livre de manipulações e fake news, que devem ser formados os governos e ser feitas as grandes escolhas e as opções fundamentais da sociedade.
Através dessa reconstrução, lastreada no voto, teremos um Brasil um democrático, soberano, respeitador dos direitos humanos e das diferenças de opinião, protetor do meio ambiente e das minorias e defensor de sua própria soberania.
Um Brasil de todos e para todos.
Se estivermos unidos em torno disso poderemos superar esse momento dramático.
O essencial hoje é vencer a pandemia, defender a vida e a saúde do povo. É pôr fim a esse desgoverno e acabar com o teto de gastos que deixa o Estado brasileiro de joelhos diante do capital financeiro nacional e internacional.
Nessa empreitada árdua, mas essencial, eu me coloco à disposição do povo brasileiro, especialmente dos trabalhadores e dos excluídos.
Minhas amigas e meus amigos.
Queremos um Brasil em que haja trabalho para todos.
Estamos falando de construir um Estado de bem-estar social que promova a igualdade de direitos, em que a riqueza produzida pelo trabalho coletivo seja devolvida à população segundo as necessidades de cada um.
Um Estado justo, igualitário e independente, que dê oportunidades para os trabalhadores, os mais pobres e os excluídos.
Esse Brasil dos nossos sonhos pode estar mais próximo do que aparenta.
Até os profetas de Wall Street e da City de Londres já decretaram que o capitalismo, tal como o mundo o conhece, está com os dias contados. Levaram séculos para descobrir uma verdade inquestionável que os pobres conhecem desde que nasceram: o que sustenta o capitalismo não é o capital. Somos nós, os trabalhadores.
É nessas horas que me vem à cabeça esta frase que li num livro de Victor Hugo, escrito há um século e meio, e que todo trabalhador deveria levar no bolso, escrita em um pedacinho de papel, para jamais esquecer:
“É do inferno dos pobres que é feito o paraíso dos ricos…”
Nenhuma solução, porém, terá sentido sem o povo trabalhador como protagonista. Assim como a maioria dos brasileiros, não acredito e não aceito os chamados pactos “pelo alto”, com as elites. Quem vive do próprio trabalho não quer pagar a conta dos acertos políticos feitos no andar de cima.
Por isso quero reafirmar algumas certezas pessoais:
Não apoio, não aceito e não subscrevo qualquer solução que não tenha a participação efetiva dos trabalhadores.
Não contem comigo para qualquer acordo em que o povo seja mero coadjuvante.
Mais do que nunca, estou convencido de que a luta pela igualdade social passa, sim, por um processo que obrigue os ricos a pagar impostos proporcionais às suas rendas e suas fortunas.
E esse Brasil, minhas amigas e meus amigos, está ao alcance das nossas mãos.
Posso afirmar isso olhando nos olhos de cada um e de cada uma de vocês. Nós provamos ao mundo que o sonho de um país justo e soberano pode sim, se tornar realidade.
Eu sei – vocês sabem – que podemos, de novo, fazer do Brasil o país dos nossos sonhos.
E dizer, do fundo do meu coração: estou aqui. Vamos juntos reconstruir o Brasil.
Ainda temos um longo caminho a percorrer juntos.
Fiquem firmes, porque juntos nós somos fortes.
Viveremos e venceremos.”
Luiz Inácio Lula da Silva
terça-feira, 21 de julho de 2020
Brasil 2020. O atual governo federal, a educação e o Fundeb.
segunda-feira, 20 de abril de 2020
A nuvem da destruição que ameaça o Brasil
quarta-feira, 1 de abril de 2020
NOTA PÚBLICA. É verdade este bilhete!
Jair Messias Bolsonaro eu dou pra você!
Fortaleza, 1º de Abril de 2020 d.C.
É VERDADE ESTE BILHETE!




